O estado de São Paulo registrou um aumento expressivo na preocupação dos serviços de saúde após a confirmação de 15 novos casos de sarampo em 2026. Diante do cenário epidemiológico, autoridades sanitárias recomendam a busca ativa pela imunização e a aplicação de doses de reforço, motivando o lançamento de uma ampla campanha estadual de multivacinação que terá início na próxima segunda-feira, dia 3 de agosto, estendendo-se até 1º de setembro em todos os 645 municípios paulistas.
A situação epidemiológica atual acendeu o sinal vermelho nas redes de atendimento médico do estado de São Paulo. Com foco na contenção da circulação viral, o Ministério da Saúde e o governo estadual estenderam a recomendação de imunização com a vacina tríplice viral para o público de 6 a 59 anos, priorizando inicialmente cidades estratégicas da região metropolitana como a capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo, que apresentam índices de cobertura abaixo do ideal recomendado por órgãos internacionais.
Campanha abrange todo o estado e atualiza o SUS
A mobilização imunológica ocorre simultaneamente em todas as regiões paulistas, disponibilizando não apenas a proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, mas também a atualização completa de todo o calendário nacional de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). Estarão disponíveis doses para diversas faixas etárias, contemplando imunizantes fundamentais como BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, febre amarela, HPV, meningocócica ACWY e vacinas contra a Covid-19 e influenza.
Dados preliminares divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde para o ano de 2026 revelam que o estado atingiu coberturas de 77,5% para a primeira dose e de 65,5% para a segunda dose da tríplice viral. Os patamares ainda se encontram distantes da meta estipulada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece a marca de 95% de cobertura populacional para cada uma das etapas de aplicação.
Estratégia de reforço e metas de cobertura vacinal
Especialistas em saúde pública reforçam que a caderneta de vacinação desatualizada representa o principal fator de risco para o retorno de doenças que já haviam sido eliminadas ou controladas no território nacional. Representantes da pasta de saúde estadual destacam que a estratégia direcionada busca aumentar de forma rápida a barreira imunológica da população e mitigar os riscos de surtos generalizados.
No balanço referente ao ano anterior, a cobertura vacinal nacional havia registrado 92,9% na primeira dose e 78,3% na segunda dose da tríplice viral. Nos municípios atualmente sob maior atenção, os índices de 2025 mostraram variações: em Guarulhos, os registros alcançaram 91,59% (primeira dose) e 83,90% (segunda dose); São Bernardo do Campo atingiu 90,84% e 83,62%, respectivamente; enquanto a capital paulista marcou 90,79% na primeira aplicação e 83,63% na segunda, evidenciando a urgência de adesão maciça da comunidade na nova convocação.












