A greve nacional dos Correios completa mais de uma semana e aguarda uma definição decisiva com o julgamento do dissídio coletivo, marcado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para a próxima segunda-feira. O impasse central da paralisação envolve mudanças no plano de saúde CorreiosSaúde, além de reivindicações salariais com a inclusão de ganho real acima do INPC.
Impasse no plano de saúde motiva paralisação nacional
A greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) segue forte em todo o país após ultrapassar uma semana de mobilização. O julgamento do dissídio coletivo de greve está agendado para o próximo dia 21 de setembro, às 13h30, no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O ponto central de discórdia entre a categoria e a direção da estatal reside na reestruturação do benefício de assistência médica. Os trabalhadores contestam firmemente a proposta que altera a condição da empresa de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde. Segundo os sindicatos representantes, essa transição pode gerar um aumento abusivo nas mensalidades e nos custos cobrados de funcionários da ativa, aposentados e dependentes, resultando na perda direta de direitos trabalhistas históricos.
A proposta de reajuste salarial apresentada pela direção dos Correios, de apenas 0,87%, foi prontamente rejeitada pelas assembleias da categoria.
Reivindicações salariais e adicionais da categoria
Os trabalhadores dos Correios cobram uma recomposição salarial condizente com a inflação acumulada e a inclusão de ganho real nas remunerações. A avaliação dos sindicatos indica que a oferta feita pela estatal ficou significativamente abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Além da correção salarial e do plano de saúde, a pauta da categoria exige:
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A devolução do adicional tradicional de 70% sobre as férias;
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A retomada do pagamento de 200% para expedientes em dias de repouso ou feriados trabalhados;
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A manutenção de gratificações específicas, rejeitando a intenção da empresa de extinguir os adicionais para motoristas, abono por quebra de caixa e o vale-extra de Natal.
A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) criticou a postura da empresa durante as tratativas. A entidade afirmou em nota que é inaceitável a direção focar em temas secundários, como novos uniformes e tecidos, em vez de reabrir negociações sérias para garantir a sustentabilidade do plano de saúde dos trabalhadores.
Efetivo mínimo de 80% e operação dos serviços
Em decisão sobre a legalidade da paralisação, o TST determinou que os trabalhadores mantenham 80% do efetivo em atividade em cada unidade operacional. O presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, destacou a essencialidade dos serviços postais e o impacto da logística durante o período eleitoral de 2026 para fundamentar a liminar.
Por sua vez, a direção dos Correios informou que adotou um plano de contingência para mitigar os impactos da adesão parcial dos funcionários. As ações operacionais incluem:
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Mobilização de equipes administrativas para reforçar o trabalho operacional nas agências e centros de distribuição;
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Remanejamento estratégico da frota de veículos;
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Realização de mutirões de triagem e entrega para preservar o fluxo de encomendas em todo o território nacional.
A estatal orienta os clientes a utilizarem o código de rastreamento no site oficial ou no aplicativo móvel para verificar o status dos envios. Casos específicos podem ser consultados pelos canais oficiais de atendimento, como a central telefônica nos números 4003-8210 e 0800-881-8210, ou via formulário na plataforma Fale Conosco do portal institucional.












