A Fundação Araucária lançou oficialmente, nesta semana em Barcelona, o programa Interconexões em CT&I Paraná-Catalunha, uma iniciativa estratégica para fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação. Com um investimento inicial de R$ 3 milhões, o projeto conecta pesquisadores e empresas paranaenses a centros de excelência na Espanha. A missão internacional busca consolidar o ecossistema de saúde do Paraná, inspirando-se no modelo catalão para impulsionar a pesquisa clínica e a mobilidade acadêmica global.
A comitiva paranaense, liderada pela Fundação Araucária, cumpre agenda técnica em Barcelona com o objetivo de ampliar fronteiras nas Ciências da Vida e da Saúde. A missão, que ocorre entre os dias 13 e 16 de abril, reúne atores fundamentais das universidades, hospitais de ensino, setor público e iniciativa privada. O foco central é a estruturação de um ecossistema de inovação robusto no Paraná, capaz de gerar soluções globais.
Programa Interconexões: Fomento à Ciência e Tecnologia
O destaque da agenda internacional é o lançamento do edital Interconexões em CT&I Paraná-Catalunha. Esta iniciativa promove a formação de redes colaborativas e o intercâmbio de conhecimento especializado. Segundo Maria Zaira Turchi, coordenadora do programa, os recursos apoiarão projetos conjuntos que envolvem a tríplice hélice: academia, centros de pesquisa e o setor produtivo.
Além do fomento direto, o programa estimula a mobilidade acadêmica. O cronograma já está definido: as manifestações de interesse para os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) seguem até o dia 13 de maio. Já os pesquisadores vinculados a instituições na Catalunha podem se manifestar a partir de 10 de junho, com o prazo final para submissão de propostas de colaboração encerrando-se em 30 de junho.
Ganhando o Mundo da Ciência e Mobilidade Internacional
Durante o encontro na Universidade de Barcelona, a Fundação também apresentou o programa Ganhando o Mundo da Ciência. O projeto é voltado para alunos de graduação que participam de Iniciação Científica no Paraná. Os estudantes selecionados terão a oportunidade de realizar mobilidade internacional por até três meses, focando em áreas prioritárias para o desenvolvimento tecnológico do estado.
Essa estratégia complementa os esforços do Governo do Paraná, que destinou R$ 609,7 milhões para a área de ciência e tecnologia no último ano, reforçando o compromisso com a internacionalização do conhecimento produzido em solo paranaense.
Inspiração no Modelo da Catalunha para a Saúde
Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, destacou que a escolha da Espanha não é casual. A Catalunha é uma referência global, sendo responsável por mais de 7% da produção científica em saúde da Europa. O objetivo paranaense é consolidar o Cluster Paraná de Ciências da Vida e da Saúde, replicando a integração entre poder público e empresas de biotecnologia.
O projeto conta com a parceria de instituições de peso, como o Biopark e a Prati Donaduzzi, além da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Fiocruz Paraná. Essa união visa criar um ambiente dinâmico para o desenvolvimento de fármacos, tratamentos avançados e gestão hospitalar.
Investimento em Pesquisas Clínicas e Parcerias Estratégicas
Outro anúncio relevante da missão foi a abertura de uma chamada pública específica para pesquisas clínicas, com aporte de R$ 20 milhões. O investimento visa fortalecer a infraestrutura de saúde e a capacidade de resposta científica do estado frente a desafios globais.
A assessora de Relações Internacionais, Eliane Segati, reforçou que a delegação estabelece laços diretos com instituições de renome, como o Hospital Vall d’Hebron e a empresa de biotecnologia SpliceBio. Essas parcerias garantem que a ciência paranaense esteja inserida nos principais circuitos de inovação do mundo, transformando pesquisa acadêmica em benefícios diretos para a sociedade.
Fonte: https://www.parana.pr.gov.br






