Avançaram no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná duas propostas do Poder Executivo que autorizam a contratação de operações de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, totalizando US$ 150 milhões. O governo justifica que os recursos serão destinados ao fortalecimento do acesso ao crédito para empresas e à modernização da gestão fiscal do Estado.
PROJETOS DE CRÉDITO
O projeto de lei 484/2026 autoriza a contratação de até US$ 50 milhões para o Projeto Paraná Empreendedor. A iniciativa busca ampliar a capacidade da Fomento Paraná no financiamento de micro, pequenas e médias empresas, expandindo a oferta de crédito produtivo em todas as regiões. O programa contempla desde linhas de microcrédito, com operações de R$ 20 mil, até financiamentos para a modernização dos negócios.
A proposta também prevê ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e ao incentivo ao empreendedorismo feminino pelo Programa Banco da Mulher Paranaense. Segundo o Executivo, a ampliação do acesso ao crédito deve contribuir para a geração de empregos, o aumento da renda e o crescimento do Produto Interno Bruto estadual. Além do apoio aos empreendedores, parte dos investimentos será direcionada à modernização tecnológica da própria Fomento Paraná.
MODERNIZAÇÃO TRIBUTÁRIA
Já o projeto de lei 483/2026 autoriza a contratação de até US$ 100 milhões junto ao banco internacional para o Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado do Paraná. A iniciativa pretende viabilizar investimentos na transformação digital da administração fazendária, preparando o Paraná para as mudanças decorrentes da reforma tributária nacional.
Conforme o governo, a nova etapa do programa será conduzida pela Secretaria de Estado da Fazenda e permitirá a implementação de soluções tecnológicas para adequação ao sistema tributário. O objetivo é aumentar a eficiência administrativa, aperfeiçoar a gestão do gasto público e elevar a qualidade dos serviços prestados aos contribuintes.
Os recursos também serão utilizados para modernizar processos internos e ampliar a capacidade de gestão da administração fazendária. As iniciativas receberam emendas em segundo turno e retornam agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça.







