A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) intensificou o uso de perfuratrizes pneumáticas direcionais, popularmente conhecidas como tatuzinhos, para realizar consertos e manutenções. A tecnologia utiliza o Método Não Destrutivo (MND), que permite a substituição de tubulações de forma subterrânea. A principal vantagem é a dispensa de escavações em toda a extensão da obra, preservando o asfalto e as calçadas.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explicou que a técnica é ideal para áreas urbanas densas. Segundo o executivo, o método evita transtornos ao fluxo de veículos e gera menor impacto ambiental. Embora a tecnologia seja utilizada há quase uma década pela companhia, as intervenções costumam ser discretas e rápidas, muitas vezes passando despercebidas pela população.
MONITORAMENTO EM TEMPO REAL
O uso do equipamento ocorre tanto em emergências quanto em ações preventivas. A partir do monitoramento on-line realizado pelo Centro de Controle de Operações (CCO), possíveis rupturas são identificadas antes mesmo que o consumidor perceba a falta de água. Quando o reparo exige a travessia de ruas, a equipe de manutenção prioriza o uso do tatuzinho para agilizar o processo.
Em uma intervenção recente no bairro Santa Felicidade, em Curitiba, a substituição de uma rede foi concluída em poucas horas, apesar das condições climáticas adversas. No método tradicional, a chuva impediria a recomposição do asfalto, mas a perfuração subterrânea permitiu que a nova tubulação fosse conectada sem interromper a passagem de veículos ou danificar o pavimento.
PRECISÃO E SEGURANÇA
O processo operacional começa com a identificação do vazamento por meio de geofones, aparelhos de escuta hipersensíveis. Após localizar o ponto, os técnicos realizam duas pequenas aberturas nas extremidades do trecho. O tatuzinho, movido a ar comprimido, perfura um túnel por onde a nova tubulação, feita de material flexível e resistente, é puxada e conectada ao sistema.
Além da eficiência logística, o supervisor de manutenção Carlos Augusto Ferraro Miorim ressaltou que o método aumenta a segurança dos trabalhadores. A técnica também evita interferências acidentais com redes de gás e telefonia. A substituição completa dos componentes, do colar ao cavalete, reduz significativamente a probabilidade de novos vazamentos na mesma área no curto prazo.







