O Estado de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (23) mais dois óbitos decorrentes da febre amarela, elevando para seis o número total de casos da doença registrados em 2026. Segundo o comunicado oficial da Secretaria de Estado da Saúde, as novas vítimas eram residentes do Vale do Paraíba e não possuíam histórico de vacinação. O aumento nas ocorrências acende um alerta para a importância da imunização, que permanece como a estratégia mais eficaz de prevenção contra o vírus em território paulista.
Novos casos e vítimas no Vale do Paraíba e Sorocaba
As duas mortes mais recentes confirmadas pela vigilância epidemiológica envolveram homens de 56 e 53 anos, ambos residentes da cidade de Lagoinha, na região do Vale do Paraíba. Além dos óbitos, um terceiro novo caso foi diagnosticado na cidade de Araçariguama, região de Sorocaba. Neste último registro, o paciente, um homem de 43 anos, conseguiu se recuperar após o tratamento.
O balanço atualizado da Secretaria da Saúde detalha o cenário da doença no estado:
-
Lagoinha: 2 mortes confirmadas (homens de 53 e 56 anos);
-
Araçariguama: 1 caso com cura (homem de 43 anos);
-
Cunha: 1 morte registrada anteriormente (homem de 38 anos);
-
Cruzeiro: 2 casos anteriores com recuperação dos pacientes.
A importância da vacinação contra a febre amarela
Um dado alarmante compartilhado pelas autoridades de saúde é que todos os pacientes registrados este ano não estavam vacinados. A febre amarela é uma doença infecciosa grave, mas que pode ser evitada com uma única dose da vacina, disponível gratuitamente em toda a rede pública de saúde.
A Secretaria reforça que a imunização é segura e deve ser priorizada, especialmente por quem vive ou pretende viajar para regiões próximas a matas ou áreas rurais, onde a circulação do vírus é mais comum. A vacina é a medida de proteção individual e coletiva que impede que surtos locais se transformem em epidemias urbanas.
Orientações do SUS e calendário vacinal
A vacina contra a febre amarela está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e postos de vacinação do SUS. O esquema vacinal segue critérios específicos de idade para garantir a proteção permanente:
-
Crianças: Devem receber a primeira dose aos 9 meses de vida e um reforço obrigatório aos 4 anos de idade.
-
Adultos (5 a 59 anos): Pessoas nesta faixa etária que nunca foram vacinadas devem procurar um posto para receber a dose única.
-
Reforço: Quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos de idade deve tomar o reforço para garantir a imunidade.
A aplicação da vacina não requer agendamento em grande parte das unidades, bastando apresentar o documento de identidade e, se possível, a carteira de vacinação. Em caso de sintomas como febre alta, calafrios, dor de cabeça e dores no corpo, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar o histórico de deslocamento ou falta de imunização.





