A Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC) abriu oficialmente, na terça-feira (9 de junho de 2026), a consulta pública para os editais Pontos de Cultura e Pontões de Cultura, que somam um investimento de quase R$ 4,8 milhões oriundos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Os agentes culturais e cidadãos interessados podem enviar sugestões de alteração e críticas técnicas até as 23h59 do próximo domingo (14 de junho), utilizando a plataforma digital do Sistema de Informações da Cultura (SIC.Cultura). A iniciativa visa democratizar o acesso aos recursos e validar os critérios de seleção antes do lançamento definitivo das vagas.
O processo de escuta ativa promovido pelo governo estadual busca descentralizar os recursos federais e aproximar as diretrizes técnicas da realidade enfrentada pelos fazedores de cultura no interior e na região metropolitana. A participação social atua como uma ferramenta de governança que diminui erros de formulação nos termos de referência e amplia a concorrência qualificada entre os projetos inscritos.
Como participar da consulta pública no SIC.Cultura
O canal para o envio de contribuições funciona de maneira simplificada para incentivar a ampla participação da sociedade civil. O cidadão não precisa efetuar login ou possuir cadastro prévio no sistema para manifestar sua opinião sobre as regras propostas para o setor cultural paranaense.
Para registrar suas recomendações, o interessado deve seguir os passos descritos abaixo:
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Acessar o portal oficial do sistema SIC.Cultura na internet;
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Localizar e clicar na opção “Consulta Pública” posicionada na tela inicial;
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Selecionar o edital específico que deseja analisar (Pontos ou Pontões);
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Preencher o formulário digital com as sugestões de melhoria ou críticas e confirmar o envio.
A liderança da pasta reforça que a construção conjunta dos editais de fomento é indispensável para ouvir quem atua diretamente na ponta. O conhecimento prático dos territórios ajuda a moldar políticas públicas mais eficientes, conectadas com a real necessidade de cada comunidade atendida pelo programa governamental.
Vagas e funcionamento do edital Pontos de Cultura
O primeiro edital em debate prevê a seleção de 16 projetos estruturados que tenham como objetivo principal expandir o acesso da população local aos bens e serviços artísticos nos territórios onde desenvolvem suas atividades cotidianas. O foco reside no fortalecimento comunitário e na valorização das identidades regionais.
A legislação define os Pontos de Cultura como entidades sem fins lucrativos, grupos ou coletivos identitários que realizam ações continuadas de impacto social. Essas organizações podem possuir ou não constituição jurídica formalizada, o que facilita a inserção de núcleos artísticos periféricos, coletivos tradicionais e iniciativas comunitárias de pequeno porte que historicamente encontram barreiras burocráticas para acessar verbas de fomento.
Os projetos aprovados recebem repasses financeiros diretos para investir na manutenção de suas sedes, compra de equipamentos de som ou imagem, contratação de profissionais para oficinas e execução de programações abertas ao público local.
O papel dos Pontões de Cultura e articulação regional
O segundo edital aberto para avaliação pública foca na seleção de 10 projetos voltados para os Pontões de Cultura. Diferente da categoria anterior, os interessados em concorrer a essa modalidade precisam obrigatoriamente possuir constituição jurídica ativa e apresentar finalidade estritamente cultural ou educativa em seus estatutos sociais.
A função dos Pontões de Cultura possui um caráter macroestrutural e envolve as seguintes responsabilidades:
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Desenvolver e acompanhar redes articuladas de atividades artísticas;
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Promover a capacitação técnica de gestores e operários da cultura;
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Realizar o mapeamento de indicadores econômicos e sociais do setor;
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Agrupar diferentes pontos de cultura em nível estadual, regional ou por áreas temáticas.
Essa articulação em rede permite que microprojetos ganhem escala e sustentabilidade, criando circuitos integrados de festivais, feiras de artesanato, exibições audiovisuais independentes e intercâmbio de saberes tradicionais entre os municípios paranaenses.
Origem dos recursos e a Política Nacional Aldir Blanc
Os investimentos que ultrapassam a marca de R$ 4,79 milhões decorrem de repasses federais geridos por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A legislação federal garante repasses anuais contínuos para estados e municípios com a finalidade de estruturar o ecossistema cultural do país após os impactos econômicos dos últimos anos.
O Paraná utiliza esses recursos de forma estratégica para pulverizar os investimentos para além do eixo da capital, garantindo que companhias de teatro, blocos tradicionais, bibliotecas comunitárias e produtoras de conteúdo consigam manter suas estruturas operacionais em pleno funcionamento. A validação das regras pela população encerra a fase preparatória, abrindo caminho para a publicação oficial dos certames no Diário Oficial.
Fonte: https://www.parana.pr.gov.br













