A arrecadação com o Imposto de Renda sobre dividendos no Brasil deve somar R$ 17,2 bilhões em 2026, ficando abaixo da estimativa inicial de R$ 28 bilhões estipulada no Orçamento, segundo dados divulgados pela Receita Federal.
A arrecadação com o Imposto de Renda sobre dividendos no Brasil apresentou um desempenho abaixo do esperado no primeiro semestre de 2026. O valor previsto inicialmente de R$ 28 bilhões no Orçamento precisou ser revisto pela Receita Federal, que agora estima recolher cerca de R$ 17,2 bilhões ao longo do ano. A nova tributação foi estruturada para atenuar a perda de arrecadação gerada pela ampliação da faixa de isenção do IR para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais.
Desempenho Frustrante no Primeiro Semestre
Durante os primeiros seis meses de 2026, a nova fonte de receita acumulou apenas R$ 2,2 bilhões, gerando preocupação na equipe econômica. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, explicou que a expectativa do Fisco é arrecadar outros R$ 15 bilhões entre julho e dezembro para alcançar a meta revisada. As regras atuais determinam a tributação de 10% sobre dividendos distribuídos a pessoas físicas, mantendo a isenção para valores de até R$ 50 mil por mês recebidos de uma mesma empresa.
Governo Mantém Meta Fiscal com Outras Receitas
Apesar da frustração de aproximadamente R$ 10,8 bilhões na arrecadação sobre dividendos, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que é cedo para revisões drásticas e destacou que o comportamento desse tributo não é linear ao longo do ano. Moretti ressaltou que a arrecadação total do Imposto de Renda cresceu R$ 12,7 bilhões entre os relatórios bimestrais de maio e julho. Esse avanço, somado a outras receitas tributárias de empresas e investimentos no exterior, compensa a queda nos dividendos e garante o cumprimento com folga da meta de resultado primário.
Próximos Passos e Monitoramento do Fisco
A equipe econômica do Governo Federal seguirá monitorando de perto o ritmo de recolhimento da tributação sobre dividendos no segundo semestre de 2026. Caso o fluxo de caixa permaneça abaixo das projeções atuais, novas atualizações poderão ser incorporadas no próximo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas. Enquanto isso, o Executivo reforça que o superávit primário estimado continua assegurado dentro dos limites da banda de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal e pelas diretrizes macroeconômicas vigentes.














