Está em fase avançada de implementação em Pinhais o primeiro Hub de Mobilidade Sustentável do Brasil focado em modais elétricos e movidos a hidrogênio verde, com monitoramento ambiental em tempo real. A ação é viabilizada por meio do Programa Sandbox Pinhais, instituído pelo decreto municipal nº 425 de 2024, uma iniciativa da Prefeitura com apoio e alinhamento do ecossistema Conecta Pinhais. Trata-se de um ambiente experimental regulatório que permite a testagem de novas tecnologias em cenários urbanos reais com pleno suporte legal do poder público.
LABORATÓRIO VIVO
O projeto Hubmob é encabeçado pela empresa Bike Fácil, sediada no município, em parceria estratégica com o Instituto Federal do Paraná, a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A iniciativa conta com investimento de R$ 9,1 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos, obtido via chamadas públicas de incentivo à inovação em empresas e instituições de ciência e tecnologia.
Anderson Tanck, coordenador de inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, afirma que o programa consolida a cidade como um polo tecnológico. “Nesse sentido, a Prefeitura de Pinhais se mantém totalmente aberta à inovação e a projetos transformadores, promovendo ativamente nossa política pública de apoio ao empreempreendedorismo local”, destaca.
GESTÃO URBANA
O dirigente acrescenta que a proposta une a testagem de modais sustentáveis ao retorno telemétrico de dados. “A chegada do projeto Hubmob, viabilizado com o apoio e financiamento da Finep, atende exatamente a essa premissa: unimos a testagem de modais sustentáveis, como o hidrogênio verde, ao retorno telemétrico de dados em tempo real para o município. O dado deixa de ser um mero subproduto e passa a ser o ativo principal da gestão urbana, permitindo que Pinhais ‘aprenda’ com o fluxo de seus cidadãos e planeje políticas públicas de mobilidade de forma cada vez mais inteligente e dinâmica no futuro”, completa Tanck.
A coordenadora do projeto, Yasmim Reck, ressalta a importância da integração dos modais. “A inovação do projeto não está apenas no uso do hidrogênio verde, mas na proposta de criar um hub integrador, onde diferentes modais sustentáveis e tecnologias possam conversar no mesmo ecossistema urbano”, ressalta.
OPERAÇÃO GRADUAL
Muito além de um simples ponto de compartilhamento de bicicletas, a estrutura funciona como um laboratório vivo de tecnologias limpas e cidades inteligentes. O sistema prevê a integração de bicicletas elétricas convencionais, modelos movidos a hidrogênio verde com geração limpa via energia solar, triciclos elétricos de carga e paraciclos inteligentes autônomos para bicicletas particulares.
Os equipamentos contam com dispositivos de internet das coisas embarcados e conectividade 4G, funcionando como estações de pesquisa que captam dados de emissão de dióxido de carbono, ruído sonoro e temperatura urbana. Para garantir a segurança e o rigor legal exigido pelo comitê regulatório, a operação ocorrerá de forma gradual, com testes iniciais restritos à comunidade acadêmica até a expansão para o Terminal de Pinhais e abertura ao público geral.












