O Parque Nacional do Iguaçu, localizado em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, consolidou-se como o segundo parque nacional mais visitado do Brasil ao longo de todo o ano de 2025. De acordo com o levantamento oficial compilado pelo Ministério do Turismo (MTur), o destino paranaense superou concorrentes de peso no cenário global, como os Lençóis Maranhenses e Fernando de Noronha. O lar das Cataratas do Iguaçu registrou a marca histórica de mais de 2 milhões de visitantes no período, impulsionando a economia regional e reforçando a relevância do turismo de natureza do Estado.
O crescimento contínuo do fluxo de viajantes na região transfronteiriça destaca a eficiência das políticas públicas de promoção internacional. A infraestrutura estruturada atrai correntes de moedas estrangeiras, gerando emprego e renda para o setor hoteleiro e de serviços.
Parque Nacional do Iguaçu supera marcas históricas e pré-pandemia
Os indicadores consolidados de 2025 revelam a força do turismo de natureza no Paraná. O fluxo de mais de 2 milhões de turistas de mais de 200 nacionalidades diferentes representa um aumento real de 8,7% na comparação com o volume de recepção monitorado no ano de 2024. O desempenho comercial superou, inclusive, as marcas e recordes operacionais anteriores ao período de pandemia, demonstrando a recuperação total do setor de ecoturismo de luxo e aventura.
A liderança nacional de visitação ficou com o Parque Nacional da Tijuca, situado no Rio de Janeiro, deixando a unidade de conservação paranaense no topo do ranking dos atrativos localizados fora das grandes capitais litorâneas. As agências e operadoras de viagens utilizam esses dados estatísticos oficiais para intensificar a venda de pacotes de experiências para o Sul do país, endossando a qualidade do atendimento e o alcance internacional das estruturas locais.
A gestão territorial do complexo é conduzida em parceria pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela concessionária Urbia Cataratas. Juntos, os órgãos administram e protegem uma área de 185 mil hectares de Mata Atlântica nativa, configurando um dos últimos remanescentes conservados deste bioma no planeta, na divisa com a província de Misiones e a cidade de Puerto Iguazú, na Argentina.
Títulos internacionais e o impacto no ecoturismo de Foz do Iguaçu
A notoriedade global do patrimônio natural confere ao Paraná uma série de prêmios de prestígio no mercado de viagens. Em uma avaliação recente realizada por um comitê europeu, o Parque Nacional do Iguaçu alcançou a 3ª colocação entre os patrimônios mundiais da Unesco mais populares do mundo. Adicionalmente, os usuários da plataforma TripAdvisor elegeram o complexo ecológico como o principal atrativo turístico do Brasil e da América do Sul.
Essa cadeia de reconhecimentos internacionais gera um efeito multiplicador na economia de Foz do Iguaçu. O município foi premiado como o melhor destino de Ecoturismo do Brasil, enquanto o tradicional Hotel das Cataratas — operado pela renomada rede Belmond e situado no interior do parque — garantiu o título de melhor hotel de luxo do país em premiação promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O sucesso operacional reflete os investimentos privados de modernização e as campanhas publicitárias coordenadas pelo Viaje Paraná, órgão vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR). Além da contemplação das quedas d’água principais, a região Oeste expandiu seu portfólio de atividades ecológicas de suporte, incluindo:
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Visitas guiadas ao Parque das Aves;
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Caminhadas em trilhas demarcadas na mata fechada;
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Expedições do circuito Iguassu Secret Falls;
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Projetos de Turismo de Base Comunitária no Quilombo Apepu.
Turismo de natureza bate recorde histórico no Brasil
O resultado obtido pelo atrativo paranaense está alinhado com o momento histórico vivido pelo Turismo de Natureza em território brasileiro. Os viajantes contemporâneos priorizam experiências autênticas de imersão ambiental e sustentabilidade. Em 2025, a soma das visitações em todos os parques nacionais regulamentados do país atingiu a marca recorde de 11,8 milhões de pessoas, superando em quase um milhão de acessos os registros de 2024, que totalizaram 10,9 milhões de entradas.
Esse avanço de 8% na procura por áreas protegidas consolida os parques nacionais como ativos econômicos fundamentais para o desenvolvimento regional sustentável, combinando preservação ambiental severa com exploração comercial responsável.
Fonte: https://www.parana.pr.gov.br







