Campina Grande do Sul passou a contar com a Sala Lilás na Delegacia de Polícia Civil, em meio às ações do Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. O espaço foi requalificado no dia 18 de agosto para oferecer atendimento mais acolhedor, privativo e especializado a mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa busca proporcionar um ambiente adequado para o atendimento de vítimas, contribuindo para que denúncias ocorram com segurança.
“A implantação desse espaço reforça a preocupação da Polícia Civil com o atendimento humanizado às mulheres e crianças vítimas de violência. O acolhimento adequado faz com que a vítima se sinta mais segura para buscar ajuda, registrar a ocorrência e acessar os serviços da rede de proteção”, destacou Emanueli Siqueira, diretora-adjunta do Departamento de Polícia Civil da Região Metropolitana. Além da estrutura adaptada, o local conta com brinquedoteca e profissionais capacitados.
ATENDIMENTO HUMANIZADO
Segundo o delegado Donizete de Arruda Gordiano, a implantação fortalece o trabalho da rede de proteção do município. “A vítima precisa encontrar, desde o primeiro contato com o poder público, um ambiente seguro, preparado e livre de julgamentos. A Sala Lilás contribui para isso, aproximando a Polícia Civil dos demais órgãos e serviços que integram a rede de proteção”.
A rede local engloba o Centro de Referência da Assistência Social, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, a Secretaria Municipal da Mulher e Igualdade Racial, a Guarda Municipal e a Patrulha Maria da Penha.
“A Sala Lilás oferece um espaço seguro, reservado e acolhedor para mulheres vítimas de violência. O atendimento humanizado, com privacidade e orientação, fortalece a rede de proteção, contribui para o rompimento do ciclo da violência e auxilia na prevenção do feminicídio”, destacou a secretária municipal da Mulher e Igualdade Racial, Nelise Cristiane Dalprá Noceti.
Conforme o delegado, a integração permite que as vítimas recebam encaminhamento adequado após o registro oficial.
CANAIS DE DENÚNCIA
Emanueli Siqueira reforça que mulheres em situação de violência não devem enfrentar essa realidade sozinhas. “A orientação é para que as mulheres não tenham medo de procurar ajuda. A Polícia Civil está de portas abertas e trabalha constantemente para aprimorar esse atendimento, oferecendo acolhimento e apoio para que a vítima possa registrar a ocorrência com a segurança necessária.”
Em casos de violência, a população pode procurar a Delegacia de Polícia Civil, a Guarda Municipal pelo telefone 153, o Disque Denúncia 181 e a Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180. A inauguração amplia a estrutura municipal de acolhimento e fortalece a atuação conjunta dos órgãos de segurança pública.












