O descarte irregular de material na rede coletora representa a principal causa de entupimento e refluxo de efluentes em vias públicas ou no interior de residências. Técnicos da Companhia de Saneamento do Paraná – Sanepar – realizam manutenções preventivas e corretivas de forma periódica para a remoção de embalagens plásticas, papéis, tecidos, gordura e outros resíduos das tubulações.
O esgoto sanitário é composto exclusivamente pela água utilizada na cozinha, no banheiro e na área de serviço. O efluente coletado nos imóveis segue pela rede pública até a estação de tratamento, onde passa por processos de purificação antes de retornar ao meio ambiente sem contaminantes.
VASO NÃO É LIXEIRA
Diferentemente do modelo adotado em países europeus, o sistema brasileiro de esgotamento não foi projetado para receber papel higiênico nos vasos sanitários. Portanto, o material, juntamente com fraldas descartáveis, absorventes e preservativos, deve ser destinado à lixeira comum.
Até mesmo itens de pequeno porte, como fio dental e fios de cabelo, acumulam-se nas conexões e provocam obstruções severas. Embalagens plásticas em geral, incluindo tampas de cremes dentais, devem ser encaminhadas para a reciclagem de materiais.
RESÍDUOS NA COZINHA
A rede pública tampouco tem capacidade para absorver restos de alimentos ou óleo vegetal usado. Para conter esses resíduos, as pias de cozinha precisam contar com caixas de gordura nas saídas de efluentes, dispositivos que retêm os elementos sólidos antes do fluxo principal.
Na tubulação pública, a gordura acumula-se nas paredes internas, impregna a estrutura e reduz o espaço físico necessário para a passagem do fluxo sanitário. Para evitar transtornos e promover a economia nas residências, diversas famílias armazenam o óleo usado em recipientes próprios para o reaproveitamento na fabricação artesanal de sabão.
MANEJOS DE CHUVA
A água oriunda de precipitações pluviométricas deve ser canalizada para a rede pública de drenagem. A ligação de calhas e ralos de quintal na tubulação sanitária constitui uma irregularidade grave.
Essa prática indevida causa sobrecarga no sistema durante temporais, gerando o retorno de dejetos para o interior das casas e afetando a vizinhança do imóvel irregular.












