Simepar mapeia danos de tornado em Reserva com drone Lidar

José Fernando Ogura/Arquivo AEN
Equipes do Simepar e Defesa Civil realizam mapeamento aéreo em Reserva para confirmar se tempestade de domingo foi um tornado

Especialistas do Simepar e da Defesa Civil Estadual iniciam, nesta quarta-feira (1.º), uma operação de mapeamento aéreo em Reserva, no Centro-Sul do Paraná. O objetivo é determinar se os danos causados por uma tempestade na comunidade de Imbu, no último domingo (28), foram provocados por um tornado, utilizando tecnologia de ponta para analisar a trajetória e a força dos ventos.

Investigação técnica em Reserva

A análise dos eventos climáticos extremos que atingiram o município de Reserva começou na última segunda-feira (29). O foco principal é a localidade de Imbu, na zona rural, onde os impactos foram severos. Segundo dados da prefeitura local, a tempestade danificou pelo menos 11 residências, deixando 50 pessoas afetadas e dez desalojadas.

Além dos danos estruturais nas moradias, relatos e registros visuais indicam que a vegetação e veículos foram severamente impactados pela força dos ventos e pela queda de granizo. Para fundamentar o laudo técnico, meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) estão realizando uma visita presencial para entrevistar moradores e inspecionar o rastro de destruição.

Tecnologia Lidar no mapeamento de danos

Para garantir a precisão do diagnóstico, a equipe de geointeligência do Simepar utiliza um drone equipado com sensor Lidar. Essa tecnologia permite criar um mapeamento tridimensional da área atingida, facilitando a análise da distância percorrida por objetos arremessados e a extensão do rastro da tempestade.

Ao concluir a análise desses dados, o órgão será capaz de confirmar se o fenômeno foi, de fato, um tornado e, em caso positivo, classificar sua intensidade de acordo com a Escala Fujita. Este procedimento é fundamental para o registro oficial de desastres naturais e para a organização das ações de assistência humanitária.

Instabilidade climática no Paraná

O Paraná segue sob a influência de uma frente fria semi-estacionária sobre o oceano, que, ao interagir com fluxos de umidade vindos da região Amazônica, intensifica as condições de instabilidade. O meteorologista do Simepar, Paulo Barbieri, ressalta que o calor acentuado ao encontrar esse eixo de instabilidade tem gerado tempestades severas em diversas regiões.

Nesta terça-feira (30), o estado registrou episódios de granizo em municípios como Cascavel, Marquinho, São Miguel do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. O monitoramento indica que, embora o tempo comece a apresentar melhorias em grande parte do território paranaense a partir de quarta-feira (1.º), as regiões Oeste e Sudoeste ainda permanecem sob alerta. O Simepar já acompanha, inclusive, a aproximação de um novo sistema frontal previsto para a próxima quinta-feira (02), que deve espalhar chuvas novamente por todo o estado.

Fonte: https://www.parana.pr.gov.br

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