Prêmio Melhores Práticas: Desenvolvimento em Jogo Aberto

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional lançou um concurso nacional para docentes universitários. Descubra como inscrever seus projetos inovadores baseados em RPG pedagógico

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) abriu oficialmente o período de inscrições para o prêmio Melhores Práticas do Desenvolvimento em Jogo. Os professores e facilitadores de instituições de ensino superior de todo o país podem submeter suas metodologias pedagógicas inovadoras até o dia 30 de agosto de 2026. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR), visa reconhecer e premiar as trinta melhores experiências acadêmicas que utilizam a ferramenta de simulação lúdica para debater as políticas públicas brasileiras.

A busca por inovação no ambiente acadêmico tem levado o corpo docente das universidades a adotar metodologias ativas de aprendizagem. O concurso nacional promovido pelo governo federal surge justamente para catalogar e dar visibilidade a esses esforços de ensino criativo. Ao transformar conceitos densos de economia e geografia em dinâmicas interativas, as instituições conseguem preparar melhor os futuros gestores públicos para os desafios sociais de cada território.

Como funciona a premiação do MIDR e categorias do edital

O comitê de avaliação do prêmio vai selecionar trinta práticas pedagógicas de destaque em todo o território nacional. A organização dividiu a premiação de forma estruturada, elegendo três vencedores para cada uma das dez categorias oficiais do concurso. Entre as divisões geográficas e temáticas estabelecidas pelo edital, destacam-se territórios prioritários da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), como a região do Semiárido, a Amazônia Legal, a Faixa de Fronteira e o Vale do Jequitinhonha.

Os autores dos projetos selecionados serão convidados para uma cerimônia oficial de premiação na capital federal, em Brasília. Além de receberem o reconhecimento institucional do ministério, os docentes vencedores participarão de um seminário de intercâmbio técnico. Esse evento presencial funcionará como um polo de debate para a troca de experiências pedagógicas e para o fortalecimento de redes de aprendizagem focadas na redução de desigualdades econômicas.

A metodologia do jogo Desenvolvimento em Jogo nas universidades

A ferramenta que baseia o prêmio foi inspirada na mecânica dos jogos de interpretação de papéis, popularmente conhecidos como RPG. O Desenvolvimento em Jogo propõe uma dinâmica inovadora para comunicar de forma simplificada as diretrizes da PNDR. O processo substitui as tradicionais aulas teóricas expositivas por um ambiente de aprendizagem dinâmico, onde os estudantes universitários tornam-se os protagonistas da construção civil e governamental.

Durante as rodadas de simulação, os participantes dividem-se em cinco equipes distintas, onde cada grupo assume a representação de uma das macrorregiões do Brasil. Os estudantes enfrentam o desafio de simular processos complexos de tomada de decisão em colegiados, lidando com orçamentos restritos, conflitos de interesses locais e imprevistos socioeconômicos. A experiência estimula a cooperação mútua entre as regiões para alcançar um crescimento territorial equilibrado.

Inovação pedagógica e formação de redes de desenvolvimento regional

A flexibilidade didática da plataforma de RPG permite que o jogo extrapole os limites físicos das salas de aula convencionais. Coordenadores pedagógicos apontam que muitos facilitadores já aplicam a ferramenta em projetos de extensão universitária, oficinas livres, cursos de capacitação técnica e atividades de engajamento comunitário em bairros periféricos. Essa capilaridade estimula a cocriação de soluções sob medida para demandas regionais.

Segundo a coordenação de fortalecimento de capacidades do MIDR, a premiação funciona como uma oportunidade inédita para registrar esse ecossistema criativo e inspirar novas aplicações em diferentes contextos do país. O edital busca mapear justamente os múltiplos caminhos encontrados pelos docentes para enfrentar as vulnerabilidades regionais, unindo o conhecimento científico das universidades à prática governamental e comunitária.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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