A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, é uma doença crônica que acomete crianças, adultos e idosos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. Trata-se de uma condição multifatorial e um dos principais fatores de risco para complicações das doenças cardiovasculares. Assim como a obesidade e outras enfermidades do coração, a pressão alta pode surgir a partir da interação de diferentes comportamentos de risco, como o alto consumo de alimentos ultraprocessados, gorduras, sódio, bebidas alcoólicas e o sedentarismo, entre outros determinantes relacionados ao estilo de vida.
Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, mais de 2,1 milhões de pessoas convivem com a hipertensão no território paranaense. O levantamento, baseado no primeiro trimestre de 2026, apontou que os atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde somaram 820.959 entre janeiro e fevereiro, superando os registros do mesmo período do ano anterior. Autoridades médicas ressaltam a importância de manter uma alimentação saudável na rotina diária a fim de prevenir a alteração da pressão e de outras doenças crônicas.
CUIDADOS NO CARDÁPIO
A redução do consumo de itens ultraprocessados traz grandes benefícios, pois o alimento é o pilar da estrutura humana e o que consumimos se transforma em energia para o corpo, a mente e o desempenho no cotidiano. De acordo com o parâmetro atualizado no final de 2025, a pressão arterial de 120/80 mmHg, o famoso 12 por 8, deixou de ser considerada ideal e passou a integrar a categoria de pré-hipertensão. Para ser classificada como normal, a pressão deve estar rigorosamente abaixo desses valores.
Entre os principais agravantes para a hipertensão estão os hábitos alimentares inadequados, especialmente o uso excessivo de sal, o sobrepeso, o tabagismo e, em certos casos, fatores genéticos. A condição é o principal fator de risco para o infarto agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral e a doença renal crônica, ocasionando mortes prematuras. Nutricionistas orientam cautela com o consumo diário de sódio, que muitas vezes passa despercebido. A recomendação é não ultrapassar 2 gramas de sódio por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal de cozinha.
DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO
O dia 26 de abril marca a conscientização e o combate à hipertensão arterial, data que alerta sobre a doença que afeta cerca de 28% da população brasileira. Aferir a pressão regularmente é a única maneira de obter o diagnóstico. Pessoas a partir dos 20 anos devem realizar a medição ao menos uma vez ao ano; em casos de histórico familiar, a recomendação é de ao menos duas vezes anualmente. Embora não tenha cura, a enfermidade possui tratamento e pode ser controlada com auxílio médico e mudança de hábitos.
As estratégias de saúde buscam qualificar a atenção integral às pessoas com fatores de risco cardiovascular. A iniciativa fortalece ações voltadas à promoção da saúde e ao controle dos níveis pressóricos, incentivando a adesão ao tratamento e mudanças no estilo de vida para reduzir complicações e internações. Programas de aperfeiçoamento estimulam as equipes a realizarem a estratificação do risco na população entre 40 e 74 anos, o que possibilita o rastreamento precoce e um cuidado mais resolutivo.
PERIGOS DOS ULTRAPROCESSADOS
Os alimentos ultraprocessados são nutricionalmente desbalanceados, com baixas quantidades de fibras e minerais e elevados índices de aditivos químicos. Esses produtos afetam negativamente a regulação de fome e saciedade, induzindo ao consumo excessivo. Além disso, impactam a microbiota intestinal, promovendo um desequilíbrio que gera inflamação e torna o organismo um terreno fértil para a obesidade, hipertensão e diabetes. Adotar medidas de controle é fundamental para evitar que a pressão arterial se torne um problema grave e preservar a saúde a longo prazo.







