A Prefeitura de Curitiba iniciou, no dia 21 de março, a operação do primeiro banheiro público autolimpante da capital. Localizado no SmartPark do bairro São Francisco, na esquina das ruas Jaime Reis e Ermelino de Leão, em pleno Centro Histórico, o equipamento passará por um período de testes de seis meses. O uso é gratuito e o horário de funcionamento foi estabelecido das 07h às 22h, durante todos os dias da semana.
Fabricado em aço inox e com estrutura adaptada para dificultar ações de vandalismo, o banheiro opera totalmente por sensores e utiliza tecnologias voltadas à eficiência no consumo de água e energia elétrica. O diferencial do modelo é o sistema de higienização automatizado: assim que a cabine é desocupada, sensores de presença acionam sprinklers hidráulicos que aplicam água e produtos de limpeza no piso, preparando o ambiente para o próximo utilizador.
TECNOLOGIA E HIGIENE
De acordo com o presidente da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, a fase experimental é fundamental para medir os níveis de higiene, segurança e a durabilidade do material antes de uma possível expansão. Cada unidade conta com duas cabines equipadas com vaso sanitário, pia, reservatório de sabonete líquido, papel higiênico, secador de mãos e lixeira. A reposição dos insumos é realizada diariamente pelas equipes de manutenção.
Para garantir a assepsia, o acionamento de todos os serviços, como água e sabonete, ocorre por sensores de aproximação, eliminando a necessidade de contato físico com as superfícies. O equipamento também conta com um sistema de áudio que veicula instruções sobre o uso adequado. Na parte externa, luzes coloridas sinalizam o status da cabine: verde para livre, vermelho para desligado, amarelo para ocupado e azul para o momento em que a autolimpeza está em curso.
SEGURANÇA E ACESSIBILIDADE
O sistema de abertura e travamento das portas também é automatizado. Para sair, o usuário precisa apenas aproximar a mão de um sensor verde localizado ao lado da porta. Em casos de necessidade, a cabine dispõe de um sensor de emergência interno que, ao ser acionado, mantém a porta aberta automaticamente por dois minutos. Embora o fechamento ocorra sozinho após dez segundos, o mecanismo permite a abertura e o fechamento manual a qualquer momento pelo ocupante.
Os resultados colhidos durante este semestre no São Francisco servirão de base para o projeto de requalificação de outros banheiros públicos administrados pela Urbs. Entre os locais mapeados para receber a tecnologia, caso o teste seja aprovado, estão o Parque Barigui, as Arcadas do Pelourinho, a Praça Osório e o Terminal Guadalupe. A viabilização do modelo em larga escala na cidade dependerá de uma futura licitação baseada nos índices de satisfação da população e dos turistas.






