O governador em exercício Darci Piana apresentou o novo Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O documento estabelece as diretrizes para o crescimento dos 29 municípios da região, que concentra quase 30% da população paranaense e responde por mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A solenidade ocorreu no Palácio Iguaçu.
O projeto é um instrumento urbanístico que integra temas como mobilidade urbana, meio ambiente, recursos hídricos e habitação de interesse social. O objetivo da atualização é garantir um crescimento ordenado e sustentável entre as cidades. O texto segue para a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) em formato de projeto de lei para aprovação dos deputados estaduais.
GESTÃO INTEGRADA
Piana destacou que a atualização do plano deveria ocorrer a cada 10 anos, mas a última revisão na unidade metropolitana foi realizada em 2006. Com o novo documento, o Estado resolveu uma defasagem de duas décadas. O governador afirmou que o projeto corrigi falhas acumuladas e permiti que cada prefeito estude propostas específicas para colocar metas em prática.
O trabalho conjunto se baseou em um diagnóstico regional e resultou em mais de 100 ações estratégicas com horizonte de uma década. Entre as prioridades listadas no planejamento estão a resolução de irregularidades fundiárias, o aprofundamento da integração do transporte coletivo, a qualificação de áreas verdes e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
DESAFIOS POPULACIONAIS
O secretário das Cidades, Guto Silva, apontou que o plano funcionará como uma bússola para o desenvolvimento harmônico. Ele ressaltou que a Fazenda Rio Grande foi o segundo município que mais cresceu em termos populacionais no Brasil, o que gerou novos desafios de mobilidade e tempo de deslocamento que precisam ser enfrentados de forma coletiva.
Pela primeira vez na história, a soma das populações das cidades metropolitanas superou o número de habitantes da capital. O diretor-presidente da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), Gilson Santos, afirmou que o dado demonstrou a necessidade de um planejamento minucioso. O órgão estabeleceu cinco áreas de atuação prioritárias para os investimentos futuros.
DIRETRIZES TÉCNICAS
A elaboração do plano contou com a participação de mais de 220 técnicos e envolveu 455 eventos, incluindo audiências públicas e oficinas comunitárias. Além das secretarias estaduais, contribuíram órgãos como a Companhia de Habitação do Paraná (COHAPAR) e o Instituto Água e Terra (IAT), além de universidades federais e particulares.
Durante o evento, autoridades assinaram a Carta Metropolitana. O documento firmou um compromisso político entre o Governo do Estado, entidades e prefeituras para consolidar uma governança orientada ao interesse público. O foco foi reforçar a resiliência urbana e a modernização econômica, assegurando que o desenvolvimento seja equitativo em todo o território.







