A Justiça do Distrito Federal decidiu, em audiência de custódia realizada neste sábado (31), manter a prisão preventiva do empresário e piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos. Acusado de lesão corporal grave contra um adolescente de 16 anos, Turra foi detido novamente após a Polícia Civil apresentar novas evidências de seu envolvimento em outros episódios de violência. A vítima da agressão mais recente permanece internada em estado de coma na UTI.
O caso, que chocou a capital federal, teve início após um desentendimento banal no bairro de Vicente Pires. Segundo as investigações, o conflito começou por causa de um chiclete arremessado contra um amigo da vítima. O adolescente agredido sofreu ferimentos graves e segue sob cuidados intensivos na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Águas Claras.
Justificativa para a nova prisão preventiva
Embora Pedro Turra tivesse sido preso logo após o crime, ele havia sido liberado mediante o pagamento de uma fiança de R$ 24 mil. Contudo, a liberdade provisória foi revogada pela Justiça devido ao surgimento de novas denúncias.
A Polícia Civil reuniu provas de que o piloto possui um histórico de comportamentos violentos. Entre as novas acusações, destacam-se:
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Uso de Taser: O empresário teria utilizado uma arma de choque contra uma adolescente de 17 anos para forçá-la a ingerir bebida alcoólica em uma festa;
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Agressão Pregressa: Um homem compareceu à delegacia relatando ter sido agredido por Turra em junho do ano passado;
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Risco à ordem pública: A reincidência e a gravidade das ações fundamentaram o pedido de prisão preventiva para garantir a instrução criminal.
A defesa e as alegações de irregularidade policial
O advogado de Pedro Turra, Eder Fior, contestou a manutenção da prisão e levantou sérias acusações contra a conduta da Polícia Civil. Durante a audiência, o acusado relatou estar sofrendo ameaças de morte e afirmou que os policiais não cumpriram o dever legal de proteção.
A defesa também criticou o que chamou de “espetacularização” do caso. Segundo os advogados, agentes policiais teriam desrespeitado uma decisão judicial que determinava a preservação da imagem do custodiado, expondo-o de forma degradante. Diante dos relatos, a juíza determinou que a corregedoria da Polícia Civil seja comunicada para apurar possíveis descumprimentos de deveres funcionais por parte dos policiais envolvidos.
Impactos na carreira e desligamento da Fórmula Delta
A conduta de Pedro Turra gerou repercussão imediata no mundo do esporte. O empresário foi oficialmente desligado da Fórmula Delta, categoria de automobilismo na qual competia. A organização da competição optou pelo afastamento definitivo do piloto diante da gravidade das acusações e da incompatibilidade de seu comportamento com os valores do esporte.
A investigação segue em curso, e o piloto deve responder pelo crime de lesão corporal grave, que pode resultar em pena de reclusão. O estado de saúde da vítima é monitorado diariamente e é fator determinante para a tipificação final do crime.







