Caminhos do Peabiru: expedição francesa revive rota histórica no Paraná

Francês Gilles Verrecchia planeja atravessar o Paraná a pé pela rota ancestral dos Caminhos do Peabiru, mobilizando suporte técnico da Setu

A Secretaria de Estado do Turismo (Setu) realizou uma reunião técnica nesta segunda-feira (5) para orientar o francês Gilles Verrecchia em sua expedição pelos Caminhos do Peabiru. O projeto, previsto para iniciar em fevereiro de 2026, visa percorrer a pé a rota milenar que conecta o Atlântico ao Pacífico. O encontro serviu para alinhar aspectos históricos e arqueológicos da jornada, reforçando as políticas públicas de turismo sustentável do Governo do Paraná.

A iniciativa de Verrecchia, inspirada em suas experiências no Caminho de Santiago de Compostela, destaca a relevância internacional da rede de trilhas paranaense. Durante a reunião, especialistas do Museu Paranaense e técnicos da Setu abordaram a complexidade dos traçados que somam 4,6 mil quilômetros no estado.

Patrimônio Histórico e Arqueológico

Com mais de 3 mil anos de história, os Caminhos do Peabiru representam uma conexão ancestral entre povos indígenas e exploradores europeus. Atualmente, o Governo do Estado trabalha no georreferenciamento de 2 mil quilômetros da rota. O objetivo é estruturar um produto turístico que respeite o contexto ambiental e a identidade cultural das regiões atravessadas, desde o Litoral até o Sudoeste do Paraná.

Desenvolvimento e Sustentabilidade no Paraná

O Programa Rota Turística Caminhos do Peabiru, instituído pelo Decreto Estadual nº 8.025/2024, já envolve 97 municípios. Segundo o secretário Leonaldo Paranhos, a estruturação responsável da rota cria oportunidades econômicas e preserva o patrimônio ambiental. A proposta foca no turismo de base comunitária e na valorização dos povos originários, promovendo corredores ecológicos ao longo do trajeto.

O Desafio da Travessia Transcontinental

Gilles Verrecchia pretende realizar um gesto simbólico: levar água do Oceano Atlântico até o Pacífico. Embora a expedição seja de caráter pessoal, a Setu utiliza o interesse para educar sobre o planejamento necessário em trilhas de longo curso. O órgão reforça que a construção da rota busca oferecer segurança e organização para que futuros caminhantes e estudantes desfrutem do legado histórico com consciência e suporte estrutural.

 

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