Um gesto silencioso e discreto se tornou o meio de resgate para uma vítima de violência doméstica em Apucarana, no interior do Paraná. Presa no carro do ex-namorado durante uma discussão, a mulher conseguiu pedir ajuda ao responder com o Sinal Universal de Socorro feito por uma pedestre atenta. A testemunha reconheceu o sinal de socorro e acionou a Guarda Municipal, resultando no resgate seguro. O caso reforça a importância de divulgar este sinal universal, uma ferramenta vital no combate à violência doméstica.
O Gesto Silencioso que Simboliza Cárcere
O Sinal Universal de Socorro para violência doméstica é uma ferramenta discreta, criada para situações em que a vítima está impossibilitada de falar ou pedir ajuda abertamente. Sua eficácia foi comprovada no resgate em Apucarana, onde a rápida ação da testemunha, que percebeu a situação de violência, foi crucial.
A guarda municipal Gislaine Aparecida Seneiko Szumski, da Patrulha Maria da Penha de Curitiba, explica a sequência correta do gesto, que a maioria das pessoas ainda desconhece:
- Levantar a mão com a palma voltada para fora.
- Dobrar o polegar e encostá-lo na palma da mão.
- Fechar os outros quatro dedos sobre o polegar.
Os dedos fechados sobre o polegar simbolizam que a pessoa está em cárcere, ou seja, presa na situação de violência doméstica e em perigo iminente.
Como Agir ao Reconhecer o Sinal de Violência Doméstica
A Patrulha Maria da Penha é clara sobre a orientação para quem testemunha o sinal de socorro: o acionamento imediato dos canais de emergência. Não tente intervir diretamente se isso colocar sua segurança ou a da vítima em risco.
Os canais de emergência e apoio são:
- Guarda Municipal Emergência: 153
- Polícia Militar Emergência: 190
- Central de Pré-Atendimento à Mulher: 180 (para acessar a rede de proteção e denúncia)
Em 11 anos de atuação, a Patrulha Maria da Penha realizou quase 100 mil atendimentos, com 6.764 procedimentos registrados em 2025 apenas em Curitiba, evidenciando a necessidade contínua de mecanismos de proteção, como este sinal discreto.
Canais de Denúncia e Apoio em Curitiba
Para as vítimas e testemunhas que precisam de informações ou atendimento específico na capital, a rede de proteção oferece diversos contatos:
| Serviço | Telefone de Contato |
| Patrulha Maria da Penha | 3221-2760 |
| Central de Pré-Atendimento à Mulher | 180 |
| Guarda Municipal Emergência | 153 |
| Polícia Militar Emergência | 190 |
| Casa da Mulher Brasileira | 3221-2701 ou 3221-2710 |
| Delegacia da Mulher | 3219-8600 |
| Defensoria Pública | 3221-2731 |
| Juizado de Violência Doméstica | 3200-3252 |







