O secretário de Planejamento Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, apresentou os resultados do segundo quadrimestre de 2025 na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), destacando o equilíbrio fiscal da cidade.
No balanço dos primeiros oito meses do ano, Curitiba registrou:
- Receitas Totais: Crescimento de 4%, totalizando R$ 9,45 bilhões.
- Despesas Totais: Redução de 9,54%, somando R$ 7,77 bilhões.
- Superávit Primário: R$ 775 milhões, refletindo o início das ações da gestão do prefeito Eduardo Pimentel de contenção de despesas de custeio e incremento nas receitas.
O principal motor de arrecadação foi o Imposto sobre Serviços (ISS), que somou R$ 1,9 bilhão, com crescimento real de 19,3%, impulsionado por receitas extraordinárias de demandas judiciais.
Nota A+ e Vantagens Fiscais
Durante a audiência, Puppi ressaltou a inédita nota A+ em Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional, concedida em setembro. A nota, que reflete a excelência fiscal da cidade em indicadores como endividamento e liquidez, garante a Curitiba:
- O aval da União em financiamentos.
- Acesso a empréstimos com juros mais baixos.
- Possibilidade de parcerias com o governo federal e bancos internacionais, facilitando investimentos em áreas como saúde, educação e transporte.
O secretário lembrou que, em 2016, Curitiba tinha a pior nota entre as capitais (Nota C em liquidez) e que o cenário atual de equilíbrio fiscal é fruto de um trabalho contínuo, com ajustes administrativos e fiscais.
Indicadores Financeiros Chave
- Receita Corrente Líquida (RCL): Aumentou 3,55%, para R$ 12,4 bilhões.
- Gastos com Pessoal: Totalizaram R$ 4,66 bilhões, representando 37,82% sobre a RCL, bem abaixo do limite máximo de 54%.
- Investimentos Sociais: Os gastos com Saúde atingiram 18,07% e com Educação 20,03% da receita de impostos e transferências (as exigências constitucionais de 15% e 25%, respectivamente, são aplicáveis ao resultado anual).
Apesar dos bons resultados, Puppi listou desafios futuros, como a queda nos repasses do IPVA, os impactos da Reforma Tributária e o “tarifaço” do governo americano em empresas exportadoras instaladas em Curitiba.







