Uma tragédia em Fraiburgo, Santa Catarina, na qual um homem foi encontrado morto em uma câmara fria, serve de alerta para empresas que operam em ambientes frigorificados. A lei já exige pausas de 20 minutos a cada uma hora e quarenta minutos de trabalho, mas novas tecnologias podem oferecer uma camada adicional de segurança.
Marcelo Lonzetti, diretor da empresa ztrax e especialista em RTLS (Sistema de Localização em Tempo Real), explica que um sistema de acompanhamento como o “kit pausa térmica” poderia ter evitado o acidente. Segundo ele, o sistema emitiria um alerta com a posição exata do funcionário ao exceder o tempo máximo permitido na área, permitindo uma verificação imediata.
O problema de segurança em ambientes frios é grave. Dados do Ministério do Trabalho de 2019 mostram que somente no setor de abate de animais ocorreram 90 acidentes por dia útil, totalizando 23.320 no ano. Entre 2016 e 2020, a média foi de 16 mortes anuais, e a subnotificação é um problema, com estimativas de que os acidentes não comunicados sejam superiores em mais de 300%.
Para Marcelo Lonzetti, o caso de Fraiburgo é um exemplo de como as empresas precisam de mais do que apenas Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A segurança dos trabalhadores pede mais cuidados, e a tecnologia pode ser uma aliada fundamental.







