A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em 11 empresas emplacadoras de veículos. A operação aconteceu simultaneamente em cidades do Paraná (Curitiba, Piraquara, Colombo, Campina Grande do Sul, Pinhais, Fazenda Rio Grande e Guaratuba) e do Estado de São Paulo (São Paulo e Santo André).
A ação contou com o apoio técnico dos Departamentos de Trânsito do Paraná e de São Paulo, que auxiliaram na verificação cadastral das emplacadoras e no cruzamento de dados sobre a emissão de placas no padrão Mercosul. O diretor-presidente do Detran Paraná, Santin Roveda, destacou a importância da transparência para a segurança dos motoristas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, a polícia apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos para análise. O Detran também apreendeu placas veiculares devido a irregularidades administrativas.
Origem da Investigação
A investigação começou em agosto de 2024, quando veículos apreendidos com sinais identificadores adulterados foram analisados pela PCPR. A perícia técnica revelou que muitos desses carros e motos eram produtos de furto ou roubo, com placas clonadas. Os policiais rastrearam a origem de 21 placas, que estavam ligadas a 11 empresas de emplacamento. Oito dessas empresas pertenciam à mesma família.
“Com base nestas informações, passamos a avaliar a possibilidade da existência de uma organização criminosa voltada para a prática de adulteração de sinal identificador de veículo automotor”, disse a delegada da PCPR, Anna Karyne Turbay. A operação buscou coletar informações sobre a participação de proprietários, sócios ou funcionários dessas empresas no esquema criminoso, que favorece grupos especializados em furto, roubo e revenda de veículos adulterados.







