Sesa investe na descentralização da saúde na RMC com mais de meio bilhão de reais

Recursos aplicados pela Sesa descentralizam o atendimento e ampliam a infraestrutura médica na RMC
Recursos aplicados pela Sesa descentralizam o atendimento e ampliam a infraestrutura médica na RMC - Sesa
Governo estadual descentraliza atendimentos com novos hospitais, dezenas de unidades básicas, ambulâncias e equipamentos médicos na Grande Curitiba

Formada por 29 municípios, a 2ª Regional de Saúde do Paraná inclui Curitiba e toda a sua Região Metropolitana, que abriga cerca de quatro milhões de pessoas. A capital paranaense tem população estimada em 1,7 milhão de pessoas, mas alguns municípios da região não alcançam dez mil habitantes, possuindo, no entanto, necessidades e prioridades equivalentes às das grandes cidades.

Em meio a esse cenário que une diferentes realidades, a Secretaria de Estado da Saúde desenvolveu um projeto de descentralização do atendimento que envolveu mais de R$ 550 milhões entre os anos de 2019 e 2026. Os recursos dividem-se em R$ 296 milhões em obras, R$ 151 milhões de reais para transporte sanitário e R$ 104 milhões aplicados em equipamentos durante o período.

Esses investimentos traduzem-se na construção de hospitais e 62 novas unidades básicas de saúde, além da aquisição de 235 ambulâncias e mais de duas dezenas de equipamentos de ultrassom, entre outros recursos essenciais para a rede pública. A preocupação com a regionalização demonstra o cuidado na transferência de R$ 295 milhões em obras para onde o atendimento é mais necessário.

ESTRUTURA DESCENTRALIZADA

Pequenos municípios recebem atenção especial e, muitas vezes, destacam-se nos índices de aplicação per capita. Um exemplo é a cidade de Doutor Ulysses, com cerca de cinco mil habitantes, que recebeu R$ 2,45 milhões para obras no período, representando o maior valor percentual por pessoa entre todas as localidades da segunda regional de saúde.

O investimento reformou a Unidade Básica de Saúde João Ryce e vai entregar uma unidade nova no valor de R$ 1 milhão. Também está em construção o Centro de Fisioterapia, voltado à reabilitação e ao tratamento de pessoas que sofreram acidentes ou possuem deficiência física, com aporte de R$ 1,3 milhão.

APOIO AOS MUNICÍPIOS

“A estratégia do Governo do Paraná, por meio da Sesa, é levar estrutura de saúde para onde é mais necessário. Não podemos esquecer das pequenas cidades, que, historicamente, foram relegadas em relação aos grandes centros. Mudamos esse pensamento e nunca foi poupado esforço para que o paranaense tivesse saúde de qualidade o mais perto possível de sua casa”, resumiu o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

A descentralização da saúde tem como objetivo proporcionar mais qualidade de vida aos moradores. Todas as construções, ampliações e reestruturações de serviços resultaram no aumento de procedimentos realizados, no melhor acompanhamento clínico e, por fim, na redução significativa dos deslocamentos da população para grandes centros urbanos.

HOSPITAIS REGIONAIS

A construção de hospitais representa um dos maiores impactos na descentralização da saúde, como ocorre no município de Colombo, que vai ganhar uma unidade com investimentos de R$ 20 milhões da Sesa. O estabelecimento será 100% integrado ao Sistema Único de Saúde e terá capacidade para realizar 400 cirurgias mensais.

Em São José dos Pinhais, a Secretaria de Estado da Saúde investe R$ 60 milhões em um novo hospital de 22 mil metros quadrados, equipado com 300 leitos e estimativa de realizar 11,4 mil atendimentos mensais, além de mais de 76 mil exames e diagnósticos especializados.

MELHORIAS

Na cidade de Almirante Tamandaré, que possui mais de 115 mil habitantes, a estrutura foi ampliada com a construção de seis unidades básicas de saúde e uma reforma geral. O município ainda reforçou o atendimento através do pronto atendimento médico, com investimento estadual de R$ 4,5 milhões, e de um ambulatório médico de especialidades no valor de R$ 30 milhões.

Neste ano, Almirante Tamandaré receberá R$ 2,5 milhões em equipamentos para suprir as novas obras, totalizando R$ 3,6 milhões no quadriênio. Para o transporte sanitário, a pasta investiu R$ 8,8 milhões na compra de 39 veículos, incluindo 14 ambulâncias destinadas ao município.

MATERNIDADE NA LAPA

Outra obra de referência no Paraná é a Maternidade Municipal Humberto Carrano, situada na cidade da Lapa. Com investimento de R$ 7 milhões, a unidade tem previsão de conclusão para o ano de 2027, funcionando em regime de plantão permanente e integrada ao Sistema Único de Saúde para prestar assistência obstétrica e neonatal completa.

As ambulâncias constituíram outra prioridade da gestão e, nestes oito anos, foram compradas 235 unidades ao custo total de R$ 57,4 milhões. A cidade que mais recebeu incentivos para veículos foi Araucária, totalizando 29 unidades, entre micro-ônibus, vans e utilitários usados pelas equipes de saúde da família.

EQUIPAMENTOS MÉDICOS

Os municípios também passaram a receber repasses expressivos para a aquisição de equipamentos hospitalares e de suporte. O município de Colombo somou R$ 7.598.763,00 na área, destacando-se a compra de kits de saúde da família, tablets e cinco veículos utilitários para os agentes comunitários.

Tags

publicidade

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

publicidade
publicidade

Opinião

plugins premium WordPress