Sesa apresenta resultados de saúde e redução nas filas de cirurgias

Secretário estadual de Saúde, César Neves (à esquerda), apresenta balanço de ações e investimentos em audiência pública
Secretário estadual de Saúde, César Neves (à esquerda), apresenta balanço de ações e investimentos em audiência pública
Gestores detalham na Assembleia Legislativa a aplicação de 15% da receita estadual em ações de assistência e ampliação de leitos no Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, na manhã do dia 30 de junho, terça-feira, a primeira prestação de contas quadrimestral de 2026 da Secretaria Estadual de Saúde. Os gestores da pasta detalharam aos deputados estaduais a execução fiscal e o cumprimento de metas referentes aos meses de janeiro a abril. A redução e a gestão das filas de cirurgias eletivas no Paraná, bem como os investimentos em saúde, foram os destaques da reunião no Auditório Legislativo.

O deputado estadual Tercilio Turini, organizador do evento e presidente da Comissão de Saúde Pública, frisou a importância da prestação de contas para fiscalizar e garantir a transparência dos gastos. “A população, principalmente quem trabalha e vive a área da saúde, tem o maior interesse em saber e acompanhar aquilo que está ocorrendo no Estado”, pontuou.

EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA

O secretário César Neves iniciou a exposição detalhando a execução fiscal da pasta no período. O governo do Paraná empenhou R$ 2,96 bilhões em saúde pública entre janeiro e abril de 2026, valor que corresponde a 15,01% da receita líquida de impostos, que totalizou R$ 19,7 bilhões. No mesmo intervalo, foram liquidados R$ 1,84 bilhão. Em relação aos restos a pagar, há um saldo de R$ 879,7 milhões referente aos exercícios anteriores.

Ao detalhar o cumprimento das metas do Plano Estadual de Saúde, o gestor destacou a redução de 44% no número de usuários que aguardam na fila de cirurgias eletivas e de 30% no número de pacientes que aguardam consultas e exames especializados. Entre as ações, Neves apontou que o governo liberou repasse de R$ 202,1 milhões para fortalecer o atendimento especializado do Sistema Único de Saúde, distribuídos entre os 399 municípios paranaenses. Atualmente, o Estado realiza cerca de 2,2 mil cirurgias eletivas por dia.

PLATAFORMA DE GESTÃO

A deputada Márcia Huçulak elogiou a dedicação de 15% da receita, superando os 12% exigidos por lei. “Um grande desafio é qualificar a fila, porque muitas vezes um único cidadão figura em várias filas de hospitais. É complexo e requer um trabalho muito grande com os municípios”, ponderou Marcia.

Juliana de Oliveira, diretora de Planejamento da Secretaria, detalhou que a pasta adotou uma plataforma que aprimora a gestão das filas, evitando a duplicação de pacientes.

O deputado Luís Corti solicitou que a pasta detalhe, nas próximas apresentações, o quantitativo de pessoas por especialidade cirúrgica, permitindo um acompanhamento mais preciso. Quanto à meta de avaliação multidimensional da pessoa idosa, o parlamentar propôs a elevação da meta de 80 para 95% dos municípios. César Neves explicou que, com a implementação da Rede Nacional de Dados em Saúde pelo Ministério da Saúde, a transparência das filas será aprimorada.

INVESTIMENTOS E INFRAESTRUTURA

O deputado Tercilio Turini elogiou a ampliação do Hospital do Câncer de Londrina, que contará com um novo bloco cirúrgico e núcleo de transplante de medula óssea. O governador Ratinho Júnior assinou convênio de R$ 121,9 milhões para a obra, com aportes da Secretaria de Saúde, da Assembleia Legislativa, de emendas parlamentares e da própria instituição. Além disso, o deputado Dr. Leônidas destacou a abertura de 20 novos leitos de terapia intensiva nas regiões de Paranavaí e Loanda.

Sobre a saúde materna e infantil, o relatório aponta que o Paraná alcançou 88,9% de gestantes com sete ou mais consultas no pré-natal. A Razão de Mortalidade Materna foi de 44,8, enquanto a taxa de mortalidade infantil ficou em 9,1, abaixo da meta de 9,9. “Percebemos que a tendência de queda da mortalidade infantil se mantém neste quadrimestre e que estancou a curva de alta da mortalidade materna”, concluiu Neves, atribuindo os resultados aos investimentos em maternidades e educação continuada.

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