A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba emitiu um alerta oficial sobre o início do chamado período de risco alto para doenças respiratórias, que tem início nesta semana epidemiológica 17. Diante da mudança de cenário sazonal, a prefeitura orienta a população a reforçar medidas preventivas como o uso de máscaras para quem apresenta sintomas, higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel, manutenção de ambientes arejados e a prática da etiqueta respiratória. Além disso, o chamamento para a vacinação contra a gripe para os públicos prioritários é apontado como pilar central de proteção.
O monitoramento epidemiológico de Curitiba indica que, historicamente, a ascensão dos atendimentos por casos respiratórios começa na semana 13, atingindo picos de intensidade entre as semanas 17 e 27. Neste ano de 2026, o período crítico deve se estender de 26 de abril até o dia 11 de julho. De acordo com o epidemiologista da secretaria, Diego Spinoza, embora o município tenha entrado na fase de alerta, os números atuais seguem dentro da média esperada. Na semana 16, foram registrados 13.596 atendimentos, volume inferior ao limite máximo histórico para o período, que pode chegar a quase 20 mil casos semanais.
CONTEXTO DOS ATENDIMENTOS
Os dados históricos detalhados pela secretaria mostram que na semana 13 foram registrados 10.402 atendimentos, contra uma média histórica que varia de 10 mil a 14 mil. Na semana 14, Curitiba teve 12.466 casos, enquanto o esperado oscila entre 11 mil e 17 mil. Já na semana 15, foram 13.990 atendimentos para um teto histórico de 17,5 mil. Segundo Spinoza, esses indicadores demonstram que a rede está operando dentro dos parâmetros de normalidade para a época, sem superar os limites que exigiriam medidas de crise extrema.
Para garantir a eficiência do sistema e evitar aglomerações desnecessárias, a indicação é que pacientes com sintomas leves procurem diretamente a unidade de saúde de referência ou utilizem a Central Saúde Já Curitiba. O serviço de teleatendimento pelo número 3350-9000 funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos finais de semana e feriados, das 8h às 20h. Para utilizar o serviço, o morador deve ter mais de cinco anos, cadastro definitivo no SUS curitibano e o aplicativo instalado no celular com login e senha ativos pelo e-Cidadão ou gov.br.
ESTRATÉGIA PARA AS UPAS
A secretária municipal da saúde, Tatiane Filipak, reforça que as Unidades de Pronto Atendimento devem ser buscadas apenas em situações graves de urgência e emergência, como em casos de dificuldade severa de respirar. O sistema de triagem nas UPAs prioriza casos de risco à vida, o que gera tempo de espera prolongado para pacientes classificados com sintomas leves, identificados pelas cores verde e azul. Durante o teleatendimento da Central, caso seja necessária a presença física, o paciente é direcionado para a unidade básica ou hospitalar conforme a gravidade.
PLANO DE CONTINGÊNCIA
O município encontra-se atualmente no estágio de Mobilização dentro de seu plano de contingência para Síndrome Respiratória Aguda Grave. O plano operacional é dividido em cinco níveis: Normalidade, Mobilização, Alerta, Emergência e Crise. No estágio atual, a secretaria executa a gestão de insumos estratégicos para prevenir o desabastecimento, realiza o dimensionamento de recursos humanos com remanejamento preventivo de equipes e mantém a pactuação para ampliação temporária de leitos de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva em toda a rede hospitalar.
A estratégia também inclui a redução progressiva de atividades não essenciais na rede de saúde para priorizar atendimentos por doenças respiratórias. A secretária Tatiane Filipak destaca que o plano foi fundamentado na experiência acumulada em eventos anteriores e visa manter o Sistema Municipal de Saúde preparado para os desafios do inverno. Além da vacina contra a gripe, a prefeitura disponibiliza imunizantes contra a Covid-19 e contra o Vírus Sincicial Respiratório, este último destinado a gestantes a partir da 28ª semana para a proteção de recém-nascidos.







