Queda na temperatura aumenta casos de doenças respiratórias

A variação brusca de temperatura influencia diretamente na saúde dos curitibanos, exigindo atenção para o agravamento de síndromes respiratórias sazonais
Mudanças climáticas bruscas e baixa umidade elevam riscos de crises; especialistas orientam sobre necessidade de acompanhamento médico e prevenção correta

Sintomas como coriza, nariz entupido e espirros frequentes compõem a rotina de muitos curitibanos. Embora a relação da população com quadros de rinite e sinusite seja comum, fatores como o clima frio, a amplitude térmica e o ar seco explicam o aumento recorrente de síndromes respiratórias na cidade durante o outono e o inverno.

CLIMA E SAÚDE

Com as temperaturas em declínio, autoridades de saúde reforçam alertas preventivos. Segundo a pneumologista Adriana Purcote, coordenadora da Eco Medicina Respiratória, no Eco Medical Center, as características da capital paranaense impactam a saúde. “Curitiba tem a particularidade de ter uma amplitude térmica muito acentuada. De manhã está frio, à tarde calor e, à noite, frio novamente. Essa variação brusca influencia diretamente nos casos de síndromes respiratórias”, destaca.

TRATAMENTO INDIVIDUAL

Cada organismo reage de maneira distinta às mudanças. A especialista aponta que pacientes apresentam níveis variados de tolerância a ambientes climatizados ou alterações térmicas, tornando o acompanhamento individualizado essencial. “É importante conhecer os gatilhos de cada paciente para definir o tratamento mais adequado”, explica Adriana.

DOENÇAS CRÔNICAS

A pneumologista ressalta que doenças crônicas possuem comportamento sazonal. Enquanto alérgicos ao pólen sofrem na primavera, outros pacientes enfrentam dificuldades no frio seco. “O paciente com diagnóstico sabe como se prevenir. Ele não faz o tratamento sozinho, tem orientação médica sobre o que fazer antes mesmo dos sintomas se manifestarem”, afirma.

ALERTA SOBRE ASMA

Entre os quadros frequentes estão rinite, sinusite e asma. Adriana esclarece que a asma não se resume a episódios críticos. “Muitas vezes é apenas uma tosse recorrente ou uma leve falta de ar. Nem toda asma tem sintomas graves, mas toda asma precisa de tratamento, pois pode evoluir para quadros críticos”, alerta.

RISCOS E PREVENÇÃO

A médica condena a automedicação, especialmente o uso excessivo de descongestionantes nasais. “Alguns não são indicados para uso contínuo e podem causar efeitos cardiovasculares, dependência ou até agravar o quadro original”, reforça. A prevenção envolve vacinação, higienização das mãos, ventilação de ambientes e etiqueta respiratória. “O outono e o inverno funcionam como um gatilho epidemiológico. O aumento de casos é esperado, mas o que preocupa é a evolução para quadros graves em grupos vulneráveis”, finaliza a pneumologista.

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