Paraná pode ter sinalização mais visível em radares de rodovias estaduais, propõe projeto de lei

Marcelo Rangel, deputado estadual
Um novo projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), busca tornar os radares fixos mais visíveis nas rodovias estaduais. A proposta prevê a instalação de sinalização complementar, como dispositivos luminosos ou placas refletivas, para ampliar o caráter educativo da fiscalização eletrônica, visando reduzir acidentes e aumentar a transparência para os condutores

O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), apresentou uma importante iniciativa que visa aprimorar a segurança e a transparência nas rodovias estaduais. O projeto de lei propõe a instalação de sinalização complementar – como dispositivos luminosos ou placas refletivas de advertência – nos trechos que contam com radares fixos de controle de velocidade.

A proposta, que já está em tramitação na ALEP, tem como principal objetivo ampliar o caráter educativo e preventivo da fiscalização eletrônica, garantindo que os motoristas tenham maior visibilidade desses equipamentos. Para o deputado, essa medida pode ter um impacto direto na redução de acidentes e no fortalecimento da transparência das ações de controle viário.

“Essa não é uma medida contra a fiscalização, muito pelo contrário. É uma iniciativa para salvaguardar vidas, educar motoristas e promover um trânsito mais humano e transparente”, afirmou Marcelo Rangel. Ele ressaltou que a proposta está em conformidade com as diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro e as resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

 

Mais Clareza e Segurança Para os Motoristas

Rangel argumenta que o projeto busca assegurar que os motoristas recebam sinalização clara, visível e tecnicamente adequada antes dos pontos de fiscalização eletrônica. Isso permitiria uma condução mais segura e consciente, já que a ausência de sinalização eficiente pode prejudicar a função pedagógica da fiscalização, transformando-a em uma ferramenta de punição, e não de prevenção.

A proposta detalha que os dispositivos de advertência deverão ser instalados em distâncias mínimas tecnicamente recomendadas, respeitando os critérios definidos pelos órgãos de trânsito. Além disso, o texto enfatiza que a medida deverá observar princípios como a eficiência administrativa, a segurança viária e o direito à informação do cidadão.

“É papel do Estado zelar pela vida e pela integridade física das pessoas. Este projeto é uma resposta à sociedade, que clama por mais justiça e clareza na fiscalização das rodovias”, afirmou o parlamentar.

Marcelo Rangel também esclareceu que a proposta não interfere nas competências federais, mas sim complementa e fortalece as diretrizes já previstas no Código de Trânsito. Ele destacou que o texto respeita o artigo 144 da Constituição Federal, que atribui ao Estado o dever de garantir a segurança pública, incluindo a segurança no trânsito.

Caso seja aprovada, a nova lei deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo em até 90 dias após sua publicação. A expectativa de Rangel é que o projeto obtenha o apoio dos demais parlamentares da Casa.

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