Em preparação para o duelo decisivo contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24), o atacante Gabriel Martinelli colocou-se à disposição do técnico Carlo Ancelotti para ocupar a vaga de Raphinha, que sofreu uma lesão na coxa. Embora prefira atuar pela ponta esquerda, o jogador do Arsenal reforçou o compromisso com a Seleção Brasileira em busca da liderança do Grupo C da Copa do Mundo.
A Seleção Brasileira vive uma semana de ajustes estratégicos visando a última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Após a confirmação da lesão de Raphinha, ocorrida na vitória contra o Haiti, as atenções se voltaram para quem assumirá o setor direito do ataque comandado por Carlo Ancelotti. Gabriel Martinelli, uma das peças versáteis do elenco, desponta como uma opção viável para o confronto contra a Escócia.
Versatilidade a serviço de Ancelotti
Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22), em Nova Jersey, Martinelli foi transparente sobre sua preferência tática. “Eu, particularmente, prefiro jogar pela esquerda, mas no Arsenal já fiz a ponta direita. Fiz também com o Ancelotti contra a França. Estamos todos dando o melhor para estarmos preparados. A decisão é do mister”, afirmou o atacante.
O jogador, que atua na Premier League desde 2019, não escondeu a disposição para desempenhar qualquer função tática necessária para garantir a vitória brasileira. Com bom humor, destacou que, se solicitado pelo treinador, estaria pronto até para atuar como lateral-direito, demonstrando o espírito de entrega que o elenco tem cultivado para a sequência do torneio.
Foco na logística e na liderança do Grupo C
O confronto contra a Escócia, marcado para quarta-feira (24) em Miami, possui um peso logístico fundamental. Martinelli ressaltou a importância de terminar a primeira fase na liderança da chave. “Queremos ir a Miami e ganhar, para classificarmos em primeiro e continuarmos aqui [em Nova Jersey], com todas as facilidades que temos. É muito melhor”, pontuou.
Ao evitar a segunda colocação do grupo, o Brasil garante a permanência nos Estados Unidos durante o mata-mata, evitando deslocamentos desgastantes para o México. Conhecedor do estilo de jogo britânico, o atacante também alertou para a qualidade técnica de jogadores adversários, como John McGinn e Andy Robertson, pedindo cautela na estratégia da equipe brasileira.
Neymar e a entrega do elenco
O otimismo também gira em torno da recuperação de Neymar, que retomou os treinamentos após tratar uma lesão na panturrilha. Martinelli aproveitou para destacar a dedicação do camisa 10 e o comprometimento de todo o grupo. Quando questionado sobre a disposição do elenco para se esforçar ainda mais em prol de nomes como Neymar ou Vinícius Júnior, o atacante foi enfático.
“A gente correria 20, 30% a mais para potencializar o Ney ou o Vini Júnior, quem quer que seja. Se precisar defender em uma linha de cinco, não só eu, mas toda a equipe está se doando bastante. A gente quer ganhar a Copa, sabe da capacidade que temos”, afirmou. Sobre o nível atual de Neymar nos treinos, Martinelli concluiu: “Ele está em um nível muito alto. A intensidade e o jeito que ele voltou mostram que ele está querendo muito”.







