Luizão Goulart garantiu o retorno ao cargo após receber 63.480 votos (1,02% dos válidos) na disputa para deputado federal pelo Paraná. Ele já havia cumprido mandato no legislativo federal entre 2019 e 2023. Em entrevista ao jornal A Gazeta Região Metropolitana, ele avaliou a votação, anunciou as pautas do novo mandato, que começa em 2027, e falou sobre a relação com o governador eleito, Sergio Moro (PL). Confira os principais trechos:
A Gazeta Metropolitana: O senhor foi eleito com mais de 60 mil votos. O que diz dessa campanha?
Luizão Goulart: “Sou grato pelos votos das pessoas que confiaram no nosso trabalho. Mas esta eleição provou que quem trabalha, dá resultado e traz recursos para a cidade não influencia muito o voto. Teve gente que não tem nenhum trabalho, não trouxe nenhum recurso e não vai contribuir em nada para melhorar a saúde, a educação e a segurança.”
“Em Pinhais, minha cidade principal, tive cerca de 25 mil votos de um eleitorado de 75 mil. Não adianta culpar a prefeita, porque ela depende de recursos de fora. Se você não escolhe um candidato que traz recursos, como é que vai cobrar? Vai viver de discurso? Eu não votei em candidato virtual.”
A Gazeta Metropolitana: O que vai fazer de diferente neste retorno à Câmara?
Luizão Goulart: “Vou reconhecer os locais onde tive voto e as entidades onde tive apoio, porque das outras vezes eu atendia todo mundo e as pessoas só querem benefício, não querem retribuir.”
“Vou defender uma reforma do Judiciário, necessária — não é só o Supremo, é geral. E o suplente de senador deveria ser o senador mais votado, como acontece com deputado. A educação segue como bandeira, pois fui professor, e vou defender o municipalismo, para que os recursos voltem aos municípios e não fiquem concentrados em Brasília. Acompanharei também a reforma tributária.”
A Gazeta Metropolitana: O senhor apoiou Sandro Alex, derrotado por Sergio Moro. Como será essa relação?
Luizão Goulart: “Embora tenha apoiado o Sandro Alex, não vou fazer pauta de oposição. Naquilo que eu puder contribuir para que o governo dê certo, vou contribuir. Torço para que o Moro faça uma boa gestão, porque, se a gestão falhar, a população que perde.”
A Gazeta Metropolitana: O hospital de Pinhais, que atende toda a Região Metropolitana, depende de recursos externos. O que o senhor vai fazer para garantir esses recursos?
Luizão Goulart: “O SUS é tripartite: município, estado e governo federal. Vou trabalhar para que o governo federal e o Estado cumpram sua obrigação de destinar mais recursos aos municípios, principalmente na média e alta complexidade. E farei minha parte com as minhas emendas parlamentares, para auxiliar a prefeita e o hospital continuar funcionando.”
A Gazeta Metropolitana: Deixe uma mensagem a Pinhais e à região metropolitana.
Luizão Goulart: “Meu lema sempre foi trabalho e resultado, e continua sendo. Elegeu, cobre dos seus eleitos. Não é justo você eleger um e cobrar de outro. Eu vou dar minha parcela de retorno aos que confiaram em mim.”













