Hospital Papa Francisco registra alta satisfação dos pacientes

Hospital Papa Francisco intensifica treinamentos de humanização e aposta em canais digitais de feedback
Hospital Papa Francisco intensifica treinamentos de humanização e aposta em canais digitais de feedback
Unidade mantém índice de 98,20% em pesquisas de qualidade após realizar mais de dez mil atendimentos e implantar novas ferramentas de escuta ativa e humana

O Hospital e Maternidade Municipal Papa Francisco mantém uma média de satisfação de 98,20% entre seus pacientes desde a inauguração, em dezembro de 2025. O índice é apurado continuamente pelo Serviço de Atendimento ao Usuário da unidade. O resultado reflete o compromisso da gestão em oferecer um atendimento humanizado e de excelência à comunidade regional.

INOVAÇÃO NA ESCUTA

Para ampliar o diálogo com a população, o hospital investe em novas ferramentas de avaliação. Além dos formulários tradicionais, a unidade instalou totens de pesquisa na saída do prédio para avaliações imediatas. Recentemente, a direção lançou um sistema de pesquisa via WhatsApp utilizando a metodologia NPS, que identifica o percentual de pacientes que recomendam os serviços a amigos e familiares.

A paciente Quelli Cristina Gonçalves, de 36 anos, vivenciou o acolhimento durante o nascimento de sua filha, Helena, em 23 de junho. “A Helena é nosso ‘bebê-arco-íris’. A gente teve uma perda gestacional no ano passado e eu estava decidida que eu não queria mais ser mãe porque foi muito triste. Mas Deus mandou a Helena, então quando a gente soube que ela estava a caminho, qualquer sinal de problema, dúvida de alguma coisa, a gente corria para cá e a gente foi muito bem recebido desde o primeiro dia que a gente veio, por uma coisa bem simples, e depois eu fiquei achando assim: ‘Nossa, como eu fui boba’. Eles receberam a gente com todo carinho, desde a porta, bem acolhedor, o que fez com que eu me sentisse mais segura”, relatou.

“Ela veio com 39 semanas e 5 dias, super saudável. No dia do nascimento dela, eu vim para a consulta e acabei ficando e foi tudo bem, melhor do que eu esperava, agora ela está aí com a gente”, compartilhou.

“Aqui é uma maternidade nova, e eu acho que o novo sempre traz uma insegurança. Qualquer coisa nova que a gente vai fazer, dá um friozinho na barriga. Mas a gente tem segurança, amor, para falar por experiência própria que aqui é um lugar sensacional e podem vir sem medo e confiar nos profissionais, todos eles. Até mesmo a questão da alimentação também, eles têm nutricionista, tem todo um acompanhamento em relação à alimentação, à amamentação, então não precisa se preocupar com nada, que é tudo completo”, avaliou.

TRANSPARÊNCIA E GESTÃO

Segundo Sabrina Lemos, diretora executiva do Consórcio Saúde Pinhais no Hospital, a unidade implantou um canal de ouvidoria externa no site oficial para o registro confidencial de denúncias e reclamações. “Essa ferramenta, junto à ouvidoria municipal, garante um canal adicional para que o paciente se sinta seguro em relatar qualquer situação. O hospital, com base nesses canais, analisa cada relato e proporciona um retorno ao usuário para que as pessoas aqui atendidas sempre se sintam bem acolhidas e ouvidas”, declarou Sabrina.

A enfermeira Emile Gabriele Pereira, do setor de Aleitamento Materno, destacou a centralidade do paciente nas ações da equipe. “Como enfermeira do Aleitamento Materno, observo que a implantação desse serviço foi um grande ganho para as nossas pacientes do setor materno-infantil. Era uma grande questão de dúvidas e problemas relacionados à comunicação com o paciente. São pequenos detalhes que estão acontecendo que fazem a gente perceber que aqui no Hospital o paciente está no centro do cuidado”, destacou a enfermeira.

DEMANDA E EFICIÊNCIA

Desde sua abertura, o pronto atendimento obstétrico 24 horas registrou 10.101 pacientes, totalizando uma média de 1.700 atendimentos mensais. O volume de internações soma 2.072 casos, com alta taxa de ocupação em leitos de unidade de terapia intensiva adulto e neonatal.

Clóvis Guse, diretor executivo da gestão assistencial do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, ressaltou a eficiência dos fluxos internos. “Em 6 meses de funcionamento do hospital, é visível o quanto estamos impactando a experiência das pessoas em nossos atendimentos. Além do volume de atendimentos, monitoramos também outros indicadores, como o tempo de atendimento. No pronto atendimento, por exemplo, desde que a paciente chega na recepção até o início do atendimento médico no consultório o tempo médio é de 30 minutos, já considerando o tempo de abertura de ficha na recepção e classificações de risco pela enfermagem. É um tempo que muitas vezes serviços de saúde particulares conseguem alcançar”, salientou o diretor.

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