O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria paranaense alcançou a marca histórica de R$ 184 bilhões em valor adicionado bruto nominal em 2025, segundo dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante representa uma expansão de 3,3% em relação a 2024, consolidando uma trajetória constante de crescimento econômico no Paraná. O avanço reflete a combinação entre atração de novos investimentos privados, modernização da infraestrutura e forte geração de postos de trabalho qualificados no setor fabril.
Trajetória de expansão e desempenho histórico da indústria paranaense
Os novos dados do IBGE revelam que a indústria do Estado do Paraná manteve um ritmo consistente de fortalecimento ao longo dos últimos anos. Em um período de oito anos, o valor adicionado bruto nominal do setor praticamente dobrou de tamanho, saltando de R$ 94 bilhões contabilizados em 2018 para o recorde de R$ 184 bilhões registrado no ano passado.
Desde 2019, o crescimento médio anual do PIB industrial paranaense estabilizou-se em 9,7%. A evolução dos valores nominais ao longo da gestão demonstra o avanço contínuo da produção fabril no Estado:
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2019: R$ 106 bilhões
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2020: R$ 111 bilhões
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2021: R$ 130 bilhões
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2022: R$ 153 bilhões
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2023: R$ 168 bilhões
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2024: R$ 178 bilhões
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2025: R$ 184 bilhões
Em 2025, a atividade industrial respondeu por 24,1% de toda a riqueza gerada no Paraná. O setor fabril posiciona-se como a segunda maior força econômica do Estado, atrás apenas do setor de serviços, que lidera com 54% de participação (R$ 413 bilhões). A arrecadação de impostos representou 11,7% do PIB total (R$ 89 bilhões), enquanto o setor agropecuário respondeu por 10,3% (R$ 79 bilhões).
Atração de investimentos, complexidade tecnológica e logística
O desempenho recorde da indústria no Paraná está diretamente conectado à atração de grandes empreendimentos e à ampliação de complexos industriais estratégicos. Entre as recentes inaugurações e expansões operacionais destacam-se a instalação de unidades da LG em Fazenda Rio Grande e da Refriko em São José dos Pinhais. Além disso, o Estado atraiu investimentos de ponta em tecnologia, como o novo data center da RT-One em Maringá e o plano de expansão da TCS em Londrina.
Para assegurar a sustentabilidade dessa trajetória de convergência econômica e adensamento produtivo, novas diretrizes estratégicas estão sendo implementadas:
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Fomento produtivo: ampliação do acesso ao crédito industrial e reforço nos fundos garantidores para micro, pequenas e médias empresas.
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Cadeias de suprimento: lançamento de um novo programa de desenvolvimento de fornecedores regionais.
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Inovação e pesquisa: integração das sete universidades estaduais às demandas produtivas locais, com foco em projetos de pesquisa aplicada.
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Infraestrutura e logística: redução dos custos de transporte por meio de novas concessões rodoviárias e suporte financeiro do Fundo Soberano do Estado.
Liderança nacional e diversificação dos segmentos fabris
O parque industrial do Paraná demonstra elevada maturidade e diversificação, somando 37 segmentos econômicos ativos. O Estado lidera nacionalmente a produção de madeira e ostenta posições de destaque nos mercados de alimentos, veículos, papel e celulose, móveis e máquinas.
Proporcionalmente ao seu território, o Estado é o maior produtor de alimentos do Brasil e abriga o segundo maior polo automotivo do país. Conforme estudo realizado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), o Paraná foi o estado brasileiro que mais expandiu sua participação na indústria nacional entre 1985 e 2024. No período analisado, o Estado ampliou em 4,62 pontos percentuais sua representatividade no emprego industrial nacional, obtendo o melhor desempenho do país no indicador.
Geração de empregos qualificados e crescimento de empresas por porte
O dinamismo do setor refletiu-se de forma direta no mercado de trabalho. No segundo trimestre de 2026, a indústria paranaense manteve a marca de 1,03 milhão de trabalhadores formais, igualando o topo histórico verificado no mesmo período de 2024 e superando expressivamente o contingente de 877 mil trabalhadores registrado há oito anos.
Quanto aos rendimentos, a remuneração média mensal do trabalhador industrial no segundo trimestre de 2026 atingiu R$ 3.615, valor muito próximo do pico histórico de R$ 3.672 registrado no segundo trimestre de 2025.
O ecossistema fabril paranaense reúne 42,6 mil empresas ativas, apresentando taxa de crescimento superior a um dígito em todas as faixas de porte:
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Até 19 funcionários: expansão de 29,6 mil para 37 mil empresas (+25%).
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De 20 a 99 funcionários: crescimento de 3,8 mil para 4,4 mil empresas (+18%).
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De 100 a 249 funcionários: alta de 566 para 693 indústrias (+22%).
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De 250 a 499 funcionários: salto de 188 para 243 estabelecimentos (+29%).
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Com 500 ou mais empregados: avanço de 159 para 196 grandes indústrias (+23%).












