A história de Curitiba é composta por marcos geográficos e urbanos que definem a identidade da capital. Situada no Primeiro Planalto Geográfico, a cidade está a 934 metros acima do nível do mar. O ponto mais alto fica no bairro Lamenha Pequena, atingindo 1.021 metros, enquanto o ponto mais baixo está no Caximba, com 865 metros. Em termos de extensão, a Cidade Industrial de Curitiba, a CIC, é o maior bairro com 43 quilômetros quadrados, contrastando com a Vila Izabel, o menor de todos, com apenas 1,2 quilômetro quadrado. No horizonte, a Torre Panorâmica, nas Mercês, destaca-se com seus 110 metros de altura e uma vista em 360 graus.
A infraestrutura viária e o patrimônio histórico também guardam registros singulares. A Avenida Marechal Floriano, que conecta o Centro ao Boqueirão até o limite com São José dos Pinhais, é a mais extensa da capital, com 12.385 metros. Já o Paço Municipal, primeira sede da Prefeitura, entre as praças Borges de Macedo e Generoso Marques, possui proteção tripla por leis de patrimônio histórico da União, do Estado e do Município, sendo considerada uma Unidade de Interesse de Preservação.
OS PIONEIROS
O comando político da cidade começou com o comendador José Borges de Macedo, primeiro prefeito entre 1835 e 1838. A linhagem de gestores atravessou períodos distintos: Ney Braga foi o primeiro após a Revolução de 1930, enquanto Roberto Requião foi o primeiro eleito pelo voto popular após o Golpe de 1964. O atual prefeito, Eduardo Pimentel Slaviero, é o sétimo escolhido pela população desde a Redemocratização, período inaugurado pelo arquiteto Jaime Lerner. Na esfera religiosa, dom José de Camargo Barros foi o primeiro bispo, iniciando seu bispado em 1893.
A vida social curitibana registrou seus primeiros passos no século 18. Francisco da Silva Xavier e Luzia Fernandes de Siqueira formaram o primeiro casal em 1732. Curiosamente, o primeiro óbito foi registrado um ano antes, em 1731: uma criança de quatro anos chamada Friglonio. O Cemitério Municipal, contudo, só foi fundado em dezembro de 1854, no bairro São Francisco. Mais tarde, em 1869, o clube Germânia abriu as portas como o primeiro clube social da cidade, e em 1886 o Passeio Público foi inaugurado como o primeiro espaço verde e de lazer.
EVOLUÇÃO E PODER
A mobilidade urbana teve um salto em 1903, quando o industrial Francisco Fido Fontana adquiriu o primeiro carro da cidade, um La Minerve vermelho. O trajeto até Campo Largo durava três horas. Pouco depois, Dalila de Castro Lacerda tornou-se a primeira mulher habilitada a dirigir em Curitiba. O cenário urbano mudou definitivamente no final da década de 1920 com a construção do Edifício Moreira Garcez, o primeiro arranha-céu local, com oito andares, homenageando o prefeito João Moreira Garcez.
No centro das decisões nacionais, Curitiba tornou-se capital da Província do Paraná em 1854. Em 1880, o imperador Dom Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina inauguraram a sede da Santa Casa e a Rua XV de Novembro foi rebatizada como Rua da Imperatriz. Um fato marcante ocorreu em março de 1969, quando Curitiba foi a capital do Brasil por três dias. O presidente Artur da Costa e Silva transferiu o ministério para a cidade, despachando diretamente da capital paranaense para todo o país.






