A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) realizou, neste sábado (14), uma mobilização simultânea em Curitiba e outras 10 cidades para fortalecer o combate à violência contra a mulher. A iniciativa faz parte do programa Mulher Segura, que promove a conscientização por meio de palestras, orientações técnicas e distribuição de materiais informativos. Com foco na prevenção e no uso de tecnologia, o Estado busca consolidar a redução nos índices de feminicídio, que já registrou queda de quase 40% no início de 2026.
A estratégia da Sesp visa descentralizar a informação e garantir que a rede de proteção alcance todas as regiões do Paraná. A mobilização contou com a participação integrada da Polícia Militar (PMPR), Polícia Civil (PCPR), Bombeiros, Polícia Penal e Polícia Científica.
Cidades Atendidas e Redução de Índices Criminais
Além da capital paranaense, as ações de conscientização ocorreram em:
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Região Metropolitana: São José dos Pinhais, Colombo e Paranaguá.
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Interior: Londrina, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão.
Os resultados do investimento em segurança pública são expressivos. Em 2025, o Paraná registrou uma redução de 20% nos casos de feminicídio. Dados recentes apontam que, no comparativo entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, a queda foi de quase 40%, baixando de 13 para oito casos no estado. Atualmente, 337 municípios paranaenses não registram esse tipo de crime.
Tecnologia e Monitoramento Eletrônico Simultâneo (MES)
Um dos diferenciais da rede de proteção é o Monitoramento Eletrônico Simultâneo (MES). O sistema conecta a central da Polícia Militar diretamente aos celulares de mulheres com medidas protetivas.
Através de um aplicativo, a vítima recebe um alerta imediato caso o agressor (monitorado por tornozeleira) ultrapasse o raio de exclusão determinado pela Justiça. O sistema já opera em Curitiba e será expandido para Foz do Iguaçu e Região Metropolitana no dia 17 de março. Além disso, a Sesp desenvolve um algoritmo de Inteligência Artificial para mapear o risco de reincidência, utilizando dados históricos desde 2010.
Patrulha Maria da Penha e Atendimento Humanizado
A Patrulha Maria da Penha continua sendo um pilar fundamental, realizando visitas preventivas após o registro de ocorrências. Em 2025, o número de visitas aumentou 54%, totalizando mais de 83 mil atendimentos comunitários. O foco é o acolhimento no dia seguinte à agressão, momento em que a vítima mais necessita de orientação jurídica e emocional.
Somado a isso, as Delegacias Cidadãs oferecem um novo padrão de atendimento. Com espaços reservados para mulheres e crianças e fluxos separados para vítimas e suspeitos, essas unidades garantem que a denúncia ocorra em um ambiente seguro e humanizado.
Conscientização e Engajamento Social
O programa Mulher Segura já alcançou cerca de 224 mil pessoas no Paraná. As palestras são adaptadas para diferentes públicos, incluindo:
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De Homem Para Homem: Focado na desconstrução da cultura do machismo.
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Ambiente Escolar: Orientação para adolescentes do Ensino Médio.
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Comunidades Específicas: Ações em aldeias indígenas e associações de bairro.
A mensagem central “Ninguém Segura uma Mulher Segura” reforça que a segurança feminina é um compromisso coletivo. Interessados em levar as palestras para empresas ou clubes podem realizar o agendamento diretamente no site oficial da Secretaria da Segurança Pública.
Canais de Denúncia no Paraná
O Estado reforça que a denúncia é a principal porta de entrada para a rede de proteção. Caso você seja vítima ou presencie uma agressão, utilize os seguintes canais:
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Emergências: 190 (Polícia Militar).
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Investigações: 197 (Polícia Civil).
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Denúncia Anônima: 181 (Disque Denúncia – 24 horas).
Fonte: https://www.parana.pr.gov.br







