A cidade de Imbituva, na região central do Paraná, iniciou na madrugada desta quarta-feira (20) as cerimônias de despedida das 23 vítimas fatais do grave acidente ocorrido na BR-373. Enquanto o ginásio municipal abriga um velório coletivo, a administração local mobilizou equipes de apoio para prestar assistência direta aos familiares e sobreviventes da colisão, que resultou em luto oficial de três dias no município.
Comunidade de Imbituva se une em velório coletivo
O clima de consternação tomou conta de Imbituva após a conclusão da identificação de todos os envolvidos na tragédia rodoviária que chocou o Paraná. Sete das 23 vítimas fatais da colisão frontal entre o micro-ônibus municipal e uma carreta estão sendo veladas em uma cerimônia coletiva no ginásio municipal da cidade. Para atender às necessidades das demais famílias, 16 outros velórios ocorrem simultaneamente em locais particulares espalhados pelo território municipal.
O acidente, que vitimou pacientes que se deslocavam para consultas médicas na Região Metropolitana de Curitiba, deixou um saldo de óbitos composto por duas crianças, de 6 e 10 anos, além de 21 adultos — sendo 13 mulheres e oito homens. Entre as perdas registradas, está também o motorista da carreta envolvida na colisão.
Investigações sobre a causa do acidente na BR-373
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) segue com as diligências para elucidar as circunstâncias da colisão, registrada por volta das 3h30. As análises preliminares apontam que o veículo de carga, que trafegava no sentido Ponta Grossa para Prudentópolis, teria invadido a faixa contrária, colidindo frontalmente com o transporte de pacientes de Imbituva. A perícia técnica continua coletando evidências no local para confirmar as causas exatas do desvio de trajetória que resultou na tragédia.
Suporte humanizado e assistência às famílias
A Prefeitura de Imbituva manifestou profundo pesar através de notas oficiais e homenagens em suas redes sociais, destacando a solidariedade à dor compartilhada por toda a população. Para mitigar o trauma dos familiares e dos cinco sobreviventes — sendo uma criança de 9 anos, uma mulher de 26 anos e três homens (22, 49 e 50 anos) — a Secretaria Municipal de Saúde estruturou um plano de acolhimento emergencial.
O secretário municipal de Saúde, José Valdenei Menon, enfatizou que o suporte multidisciplinar é o foco atual da gestão:
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Acolhimento: As famílias foram recebidas na sede da Secretaria, onde assistentes sociais e psicólogos prestaram orientações de suporte emocional.
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Logística e apoio: Profissionais de municípios vizinhos colaboraram no acompanhamento dos familiares até o Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa, garantindo amparo durante o processo de liberação dos corpos.
A gestão municipal reforçou que a prioridade neste momento é assegurar que ninguém passe pelo luto ou pela recuperação física sem o suporte necessário da rede de proteção do município e do apoio de cidades parceiras na região.













