Jornalista responsável dos jornais do Grupo Paraná Comunicação (A Gazeta Cidade de Pinhais, A Gazeta Região Metropolitana, Agenda Local e Jardim das Américas Notícias)

Pesquisa aponta crescimento de Sandro Alex e Ratinho Júnior aposta em “grande virada”

Pesquisa IRG mostra avanço de Sandro Alex (PSD) rumo ao Palácio Iguaçu, embalado pelo apoio de Ratinho Junior e pela aliança com Rafael Greca

O levantamento do instituto de pesquisas IRG, encomendado pelo grupo RIC TV, registrado no TSE, sob o nº PR-09301/2026, que ouviu 1.350 eleitores, entre os dias 8 e 12 de agosto, com margem de erro de 2,67 pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiabilidade de 95%, trouxe excelente notícia ao candidato ao Governo do Estado, Sandro Alex (PSD), e o vice na chapa, Rafael Greca (MDB). O candidato governista, apoiado pelo governador Ratinho Júnior (PSD), Sandro Alex, aparece em segundo lugar nas intenções de voto, com 24,8% no primeiro turno, demonstrando crescimento na preferência do eleitorado. O ex-secretário de Infraestrutura de Ratinho Júnior tem crescido nas intenções de voto de forma consistente, saltando gradualmente a cada pesquisa, tendo iniciado com 3%, logo após o anúncio de seu nome como pré-candidato, ainda, então desconhecido do grande público, e atualmente já bate quase os 25%.

Aliança com Greca

A sondagem é a primeira após as convenções partidárias e a divulgação dos nomes dos vices nas chapas. No caso de Sandro Alex, a aliança com o MDB de Rafael Greca, sem dúvidas, revela-se vantajosa, prometendo alavancar a candidatura governista, a exemplo do que este levantamento já aponta. Greca, além de ser um nome amplamente conhecido em todo o estado, é reconhecido em todo o país como um dos grandes prefeitos que Curitiba já teve, tendo cumprido três mandatos, sendo dois deles, os dois últimos consecutivos, com expressiva aprovação popular. Tanto que conseguiu eleger seu sucessor na capital, o prefeito Eduardo Pimentel (PSD).

O governador Ratinho Júnior expressou grande satisfação com os números da sondagem divulgada no dia 13, quinta-feira, afirmando a imprensa, durante evento em Fazenda Rio Grande, que acredita na vitória de seu sucessor. “As pesquisas têm apontado crescimento constante do Sandro Alex, tendo começado com 3% e agora já chega perto dos 25%”, disse.

Empate técnico

O levantamento, ainda, traz números surpreendentes no segundo turno. Sérgio Moro (PL) aparece com 42,7% e Sandro Alex com 38,1%, sugerindo um empate técnico entre ambos, pois, a margem de erro é de 2,67% para mais ou para menos.

Cenário em aberto

Outro dado significativo vem da pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados. Um cenário completamente em aberto se revela, com 60,4% dos entrevistados dizendo não terem decidido ainda em quem votar, respondendo como “Não sabe/Não”. Ou seja, a campanha oficialmente ainda nem começou e o cenário encontra-se completamente em aberto.

“Pra valer”

A partir de domingo (16/08), quando a campanha oficialmente inicia-se, é que se pode dizer que o jogo começa “pra valer”, quando as propostas e o debate mais contundente é travado. Abre-se, assim, espaço para os candidatos mostrarem a que vieram, apresentarem propostas e plano de governo, falarem do que já fizeram, de suas experiências ou da falta dela, enfim, quando o eleitorado passa a conhecer quem é quem de verdade, levando em consideração, inclusive, o currículo e o histórico de cada um.

Fuga de debate

A propósito, o primeiro debate promovido pela Band TV, na noite de domingo (09/08), já pôde demonstrar um pouco sobre o “quem é quem”, neste fim de pré-campanha. O pré-candidato Sérgio Moro não compareceu. Deixando Sandro Alex e Requião Filho (PDT) debaterem entre si. O senador alegou que não iria participar de um “jogo combinado” entre os dois para supostamente atacá-lo. De acordo com o ex-juiz da Lava-Jato, os dois candidatos estariam a serviço do PT e dispostos a unicamente a atacá-lo, sem apresentarem propostas para o estado. Ora, é muito estranho tal argumento do senador, uma vez que toda disputa eleitoral envolve o confronto de ideias, o questionamento de propostas e atos passados e a colocação do contraditório. O senador queria que seus adversários fossem ao debate para tecer-lhe elogios? Simplesmente, não faz sentido esperar que adversários sejam “bonzinhos” e “amenos”, sendo que o próprio senador nunca pegou leve com ninguém em termos políticos, quando lhe foi conveniente. Apenas, soube passar pano a quem lhe trouxesse vantagens político-eleitorais, ao sabor das conveniências de momento. Apesar de explicar nas redes sociais de que não se trata de “fuga”, Moro não convence ao eleitorado mais atento de que bancou o “fujão” por puro medo de um confronto com seu histórico ou com suas propostas e plano de governo. Quem não deve, não teme, não, é, mesmo?

Aposta em “virada“

Por sua vez, Sandro Alex, em entrevista ao Veja em Foco, disse que acredita numa grande “virada”, em uma campanha que se revelará a “mais surpreendente e mais bonita do Brasil”. E não é somente o candidato governista que acredita numa “virada”. Analistas políticos já consideram que uma suposta vitória de Sérgio Moro já não se pode dar como certa e garantida. Que a real disputa ainda nem começou e que o ex-juiz da Lava-Jato pode sair derrotado deste certame.

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