Seca no Paraná: Monitor aponta continuidade da estiagem em março

Monitor de Secas da ANA revela avanço da estiagem para o Oeste e Noroeste do Paraná. Confira os impactos na agricultura e no abastecimento de água

A atualização mais recente do Monitor de Secas, divulgada nesta quinta-feira (16 de abril de 2026), aponta que todas as regiões do Paraná agora registram algum nível de estiagem. O avanço da seca fraca para as regiões Oeste e Noroeste consolidou um cenário de déficit hídrico em todo o território paranaense. O estudo, realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com o Simepar, destaca que a má distribuição das chuvas no verão é a principal causa do estresse hídrico que ameaça a agricultura e o abastecimento de água.

O panorama climático de março revelou uma situação crítica para o estado. Embora o primeiro trimestre do ano seja historicamente chuvoso, a irregularidade das precipitações impediu a recuperação dos mananciais. Atualmente, o mapa da seca no Paraná apresenta diferentes intensidades, variando de níveis “fracos” a “moderados” em pontos estratégicos.

Impactos da seca no Paraná e a situação por região

Nas divisas com São Paulo, entre Sengés e Jacarezinho, houve um leve recuo da seca grave para moderada. No entanto, a seca moderada ainda predomina em áreas como o Vale do Ribeira, litoral norte, região de Pinhão e sul do Sudoeste. Nas demais localidades, a seca é classificada como fraca.

De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, o fenômeno é acentuado pelo bloqueio de massas de ar seco, que impedem a chegada da umidade amazônica. Municípios como Curitiba, Cascavel, Pato Branco e Irati registraram menos de 25 mm de chuva durante todo o mês de março, volume muito abaixo da média histórica.

Prejuízos na agricultura e risco de desabastecimento

Os efeitos da estiagem são sentidos de forma distinta conforme a localidade:

  • Norte, Campos Gerais e RMC: Seca estabelecida há mais de um ano, com impactos de longo prazo no abastecimento e agricultura.

  • Oeste e Noroeste: Seca recente (curto prazo), afetando principalmente o vigor das culturas de soja em final de ciclo e o milho segunda safra.

  • Sudoeste: Evolução para intensidade moderada, com risco direto para riachos e rios menores.

A plataforma Simeagro indica que o índice de vegetação apresenta anomalias negativas, o que significa redução na produtividade das lavouras. No Noroeste, a falta persistente de chuva elevou drasticamente o risco de incêndios ambientais.

Projeções para abril e ações da Defesa Civil

A tendência para o restante de abril de 2026 não é otimista. Com exceção do Litoral, a previsão indica que a maior parte do Paraná terá acumulados de chuva abaixo da média. Diante deste cenário, a Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) já homologou decretos de situação de emergência em 20 municípios.

Cidades como Capanema, Prudentópolis, Santa Helena e Antonina estão entre as mais afetadas. O governo estadual destinou recursos para a compra de reservatórios flexíveis, caixas d’água e combustível para caminhões-pipa. Até o momento, mais de 1.400 cestas básicas foram enviadas para mitigar os impactos sociais da falta de água.

Uso consciente: A recomendação da Sanepar

A Sanepar utiliza tecnologias como o sistema Infohidro, drones e barcos autônomos para monitorar o nível dos reservatórios. O diretor-presidente da companhia, Wilson Bley, reforça que, embora a gestão de riscos seja constante, a colaboração da população é vital. O uso consciente da água é fundamental para evitar o racionamento severo nas cidades onde o déficit hídrico é mais profundo.

Fonte: https://www.parana.pr.gov.br

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