Rio e Rondônia recusam redução do ICMS do diesel

Contexto da Recusa: Rio e Rondônia Ficam de Fora do Subsídio

O Rio de Janeiro e Rondônia emergiram como as únicas unidades federativas a declinar a proposta do governo federal para o subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado. A informação, divulgada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (2), revela um cenário de quase unanimidade entre os demais estados, com cerca de 90% já tendo aderido à medida. A iniciativa do governo federal busca mitigar os impactos da escalada dos preços dos combustíveis, desencadeada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, garantindo um alívio temporário para consumidores e o setor produtivo.

A recusa por parte desses dois estados contrasta com a estratégia nacional que visa atenuar a pressão inflacionária sobre o consumidor e o setor de transportes. A proposta federal consiste em um subsídio temporário e excepcional de R$ 1,20 por litro de diesel importado, válido por um período de dois meses. Este custo seria igualmente dividido entre a União e os estados, cabendo R$ 0,60 a cada parte. O impacto fiscal total estimado para esta subvenção é de R$ 3 bilhões, representando R$ 1,5 bilhão por mês, um encargo que Rio e Rondônia optam por não compartilhar, distanciando-se do esforço fiscal coletivo.

A decisão dos governos do Rio e de Rondônia de se distanciarem do pacote de auxílio se dá em um contexto onde a equipe econômica buscou esta solução após encontrar resistência inicial dos governadores em zerar integralmente o ICMS sobre a importação do combustível. Além disso, o subsídio estadual se soma a outras medidas já anunciadas pelo governo federal, como a subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, e a desoneração de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Estas últimas iniciativas projetam uma perda de arrecadação de R$ 20 bilhões para a União, sem contar os R$ 10 bilhões da subvenção direta ao diesel, evidenciando a robustez do pacote ao qual Rio e Rondônia não aderiram.

Detalhes da Proposta Federal de Subvenção ao Diesel Importado

A proposta federal de subvenção ao diesel importado, articulada para mitigar a alta dos combustíveis impulsionada pela guerra no Oriente Médio, configura-se como uma medida de caráter temporário e excepcional. A iniciativa prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com sua aplicação estipulada para um período de dois meses. Este aporte financeiro visa estabilizar os preços e reduzir o impacto sobre diversos setores da economia, especialmente o transporte e a logística, que dependem diretamente do óleo diesel.

Do ponto de vista fiscal, o custo total estimado da proposta é de R$ 3 bilhões para os dois meses de duração, o que representa um impacto de R$ 1,5 bilhão mensal. A divisão do ônus financeiro foi cuidadosamente planejada para ser equitativa entre o governo federal e as unidades da federação, com cada parte arcando com R$ 0,60 por litro subsidiado. Esta arquitetura foi concebida após a equipe econômica federal encontrar resistência entre os governadores à ideia inicial de zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível, buscando um consenso para a adesão dos estados.

É importante ressaltar que esta nova ajuda financeira se integra a um pacote de outras medidas previamente anunciadas pelo governo federal, datadas de 12 de outubro. Entre elas, incluem-se um subsídio de R$ 0,32 por litro direcionado a produtores e importadores, além do corte nas alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a importação e comercialização do diesel. Enquanto a isenção de PIS e Cofins para o diesel projeta uma renúncia de R$ 20 bilhões na arrecadação federal, a subvenção do diesel, em suas diferentes vertentes, deve gerar um impacto adicional de R$ 10 bilhões no caixa da União, demonstrando o esforço fiscal combinado para conter a flutuação dos preços.

Adesão dos Estados e o Impasse com Unidades Federativas

A adesão dos estados à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, articulada pelo governo federal, enfrenta um notável impasse com duas unidades federativas. Enquanto a vasta maioria dos estados – aproximadamente 90% – já sinalizou positivamente, o Rio de Janeiro e Rondônia se destacam pela recusa em integrar a iniciativa. A informação, confirmada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, sublinha a intenção governamental de mitigar os impactos da alta dos combustíveis, especialmente em decorrência do conflito no Oriente Médio, através de um esforço conjunto.

A proposta em questão, de caráter temporário e excepcional, estabelece um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com validade prevista para dois meses. O impacto fiscal total dessa medida é estimado em R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão por mês, e o custo será dividido equitativamente entre a União e os estados, com cada parte arcando com R$ 0,60 por litro. Essa arquitetura foi desenhada pela equipe econômica federal como uma alternativa após a forte resistência inicial dos governadores à ideia de zerar o ICMS sobre a importação do combustível, buscando um modelo de compartilhamento do ônus fiscal.

Apesar da adesão massiva reportada, com apenas dois ou três estados ainda em fase de avaliação, a postura irredutível do Rio de Janeiro e de Rondônia representa um desafio à uniformidade da política nacional de contenção de preços. A ausência dessas unidades da federação no acordo de subvenção ao ICMS do diesel importado pode gerar disparidades regionais significativas nos custos do combustível, impactando diretamente setores como o de transporte e logística locais. Esta medida se soma a outras ações já implementadas pelo governo federal, como o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e o corte no PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, reforçando o pacote de estímulos para o setor.

Outras Medidas Governamentais para o Combustível e Seus Impactos

Além da proposta de subvenção ao ICMS do diesel importado, que envolve a participação dos estados, o governo federal já havia implementado uma série de outras ações para mitigar os impactos da volatilidade dos preços dos combustíveis, especialmente do diesel. No último dia 12, foram anunciadas e postas em prática duas importantes medidas com o objetivo de aliviar a pressão sobre os custos. A primeira delas é um subsídio direto de R$ 0,32 por litro destinado a produtores e importadores do combustível, visando reduzir o custo na ponta da cadeia de produção e distribuição. A segunda consiste no corte total das alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a importação e comercialização do diesel, uma estratégia para aliviar a carga tributária federal que pesa diretamente sobre o produto.

Essas ações, que precederam a discussão sobre o ICMS com os estados, representam um esforço considerável para conter a alta dos combustíveis, impulsionada por fatores externos como a guerra no Oriente Médio. Especificamente, a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel projeta um impacto financeiro substancial nas contas federais. O Ministério da Fazenda estima que essa desoneração tributária resulte em uma perda de arrecadação da ordem de R$ 20 bilhões para o governo. Tal valor sublinha a dimensão do sacrifício fiscal assumido pela União na tentativa de estabilizar os preços ao consumidor final e, consequentemente, reduzir o custo do frete e da produção.

Adicionalmente, a subvenção direta de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores também representa um ônus significativo para o Tesouro Nacional. A expectativa é que essa medida, que visa compensar parte dos custos de aquisição do diesel, tenha um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União. Somadas, essas iniciativas evidenciam a complexidade e o custo das políticas governamentais para blindar a economia e os consumidores das flutuações do mercado internacional de petróleo, complementando as negociações em curso com os estados para o subsídio do ICMS do diesel importado, que busca uma solução compartilhada para o problema.

Análise Fiscal e Econômica das Estratégias de Contenção de Preços

A estratégia do governo federal para conter a escalada dos preços do diesel, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, baseia-se em um complexo arranjo fiscal. A proposta central de subvenção temporária, no valor de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses, estima um impacto fiscal total de R$ 3 bilhões, dividido igualmente entre a União e os estados. Esta medida surge como uma alternativa à resistência dos governadores em zerar integralmente o ICMS, buscando um equilíbrio entre a necessidade de estabilizar os preços do combustível e a preservação de parte da arrecadação estadual e federal. A recusa de estados como Rio de Janeiro e Rondônia em aderir a esta subvenção introduz uma complexidade adicional na análise econômica e fiscal da medida.

Do ponto de vista fiscal, a adesão implica uma renúncia de R$ 0,60 por litro do ICMS por parte dos estados, um custo que muitos avaliam ser menor do que o impacto de preços elevados na economia local. Contudo, para Rio e Rondônia, a decisão de não participar prioriza a manutenção da arrecadação estadual, optando por não abrir mão dessa receita vital. Economicamente, essa postura pode gerar distorções. Empresas de transporte e setores da economia que dependem intensivamente do diesel nessas unidades da federação poderão enfrentar custos operacionais mais elevados em comparação com seus pares em estados que aderiram à subvenção. Tal cenário poderia afetar a competitividade regional, impactar cadeias de suprimentos e, potencialmente, transferir a alta de custos para o consumidor final através de preços de produtos e serviços mais inflacionados.

A análise fiscal não se restringe apenas à subvenção compartilhada. O governo federal já havia implementado outras ações de alívio, como o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e, mais significativamente, o corte total do PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Estas últimas medidas representam um sacrifício orçamentário substancial para a União, com projeções de perda de R$ 20 bilhões em arrecadação com PIS/Cofins e um impacto de R$ 10 bilhões no caixa federal com a subvenção geral ao diesel. O custo total para os cofres públicos federais demonstra um forte comprometimento com a estabilização de preços e a mitigação da inflação, visando proteger o poder de compra e manter a dinâmica econômica, mesmo que isso implique um desafio significativo para o equilíbrio das contas públicas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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