Segurança Pública trava aprovação de Lula; desaprovação chega a 50%

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Megaoperação no Rio de Janeiro e declarações de Lula sobre segurança interrompem recuperação na aprovação do presidente, segundo a 19ª pesquisa Genial/Quaest. Veja os dados completos

A 19ª rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), revelou que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estagnou, interrompendo uma trajetória progressiva de recuperação desde maio. A desaprovação do governo federal subiu para 50%, superando a aprovação, que está em 47%, e a principal causa da mudança de humor do eleitor é o tema da segurança pública, motivado pela megaoperação policial no Rio de Janeiro e recentes declarações do chefe do Executivo.

A análise da Genial/Quaest confirma que a segurança pública se tornou a principal preocupação dos brasileiros, saltando de 30% em outubro para 38% em novembro. A economia, que historicamente ocupa o topo, ficou em segundo lugar, com 15%.

 

Aprovação da Operação Policial e Divergência com Lula

Um dos pontos centrais que explica a queda na aprovação presidencial é a forma como o público avaliou a recente operação policial realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação foi aprovada por 67% dos entrevistados, sendo que a mesma porcentagem (67%) não viu exagero na força empregada, contra 29% que pensam o contrário.

Esse resultado aponta uma forte divergência entre a opinião pública e o posicionamento do presidente Lula, que classificou a ação como “desastrosa”. A maioria dos entrevistados (57%) discorda da avaliação presidencial sobre a operação.

Outra declaração controversa do presidente, sugerindo que traficantes seriam “vítimas dos usuários”, também encontrou grande resistência. Um total de 81% dos entrevistados discorda dessa visão, incluindo 66% dos próprios lulistas. Para 51%, a fala reflete uma opinião sincera de Lula, e não apenas um mal-entendido.

 

Avaliação e Medidas no Combate ao Crime Organizado

A avaliação do governo federal na área de segurança pública é majoritariamente vista como regular por 36%, e negativa por 34%. Já os governos estaduais têm uma avaliação mais positiva, somando 70% entre positiva (35%) e regular (35%).

A pesquisa demonstra um alto apoio a medidas mais rígidas no combate ao crime:

  • 73% concordam que organizações criminosas devem ser consideradas terroristas.
  • 88% são a favor do aumento de pena para homicídios cometidos a mando dessas organizações.
  • 65% apoiam a retirada do direito de visita íntima para membros de facções em prisões.

Quando questionados sobre a principal medida para reduzir a violência, 46% apontam a necessidade de leis mais rígidas, penas maiores e um Judiciário que não solte criminosos. A segunda prioridade, com 27%, é o investimento em mais educação, oportunidades e medidas sociais.

 

Economia e Cenário Político

As expectativas sobre a economia mantiveram-se estáveis em relação ao mês anterior. No entanto, o sentimento de que o Brasil está caminhando na direção errada subiu para 58%, um índice que era de 50% em janeiro deste ano.

O consórcio de governadores de direita para o combate ao crime divide as opiniões: 47% veem como uma ação política, e 46% acreditam que pode ajudar a reduzir a violência. Entre os líderes desse grupo, o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (24%), é o mais bem avaliado.

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