A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo em processos rigorosos para fiscalizar e acompanhar licitações e contratações, com o objetivo de garantir a lisura, transparência e eficiência da gestão. A empresa busca proteger seus certames de fraudes e propostas inadequadas. O diretor-presidente, Wilson Bley, afirma que a companhia já possui uma governança estruturada, mas que o processo deve ser aprimorado para se tornar cada vez mais robusto.
Para reforçar o compromisso, a Diretoria Executiva da Sanepar irá reavaliar os principais contratos e licitações. Segundo o diretor adjunto de Riscos, Governança e Compliance, Marcos Domakoski, o propósito é olhar todos os procedimentos com “uma lupa ainda maior” para confirmar a integridade e a conformidade, e aperfeiçoar os processos.
A Sanepar realiza cerca de 1.200 licitações por ano. O mecanismo de contratação vai além da simples seleção da proposta de menor preço, sendo projetado para assegurar que a empresa contratada tenha plena capacidade de cumprir o objeto do contrato. Recentemente, cerca de 50 empresas foram suspensas por descumprimento da legislação e falta de qualidade nos serviços, demonstrando o rigor no acompanhamento do desempenho.
Desafios e Ações de Controle
Quando irregularidades são detectadas, a Sanepar age de forma incisiva, instaurando processos administrativos para aplicar penalidades. Para contratos de grande vulto e complexidade, a companhia realiza um processo de due diligence para avaliar a reputação e a saúde financeira das empresas, mitigando riscos de envolvimento com companhias inidôneas.
O processo da Sanepar também garante o direito à ampla defesa, com a equipe responsável dedicando tempo à análise e ao julgamento de recursos, assegurando a isonomia entre os participantes.
Apesar de todo o aparato de controle, a companhia enfrenta desafios constantes. Os principais problemas incluem a apresentação de documentos com indícios de falsidade, balanços patrimoniais sem registro adequado e a dificuldade de empresas em comprovar a experiência técnica. Durante a execução dos contratos, a falta de capacidade, de gestão dos serviços e de qualidade são os maiores desafios.







