A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deu um importante passo nas investigações de um sequestro seguido de homicídio, prendendo três pessoas em uma operação realizada na manhã desta terça-feira (15) em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
A ação resultou na prisão preventiva de um dos suspeitos de execução do crime. Além dele, uma mulher e um homem, identificado como o segundo envolvido, foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições. Após as capturas, em depoimento, os dois homens confessaram o sequestro e o homicídio. Ambos já possuíam antecedentes criminais, e um deles estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.
Com o auxílio crucial de cães de faro da PCPR, os policiais conseguiram localizar um revólver calibre 38 com numeração raspada, que pode ter sido a arma utilizada no homicídio, além de munições. O carro que teria transportado a vítima também foi apreendido e será encaminhado para análise pericial, assim como os celulares dos investigados.
O crime, que chocou a comunidade, ocorreu em 19 de junho deste ano. Segundo as investigações, a vítima foi sequestrada em frente à própria casa e mantida em cativeiro por algumas horas. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado na Estrada da Graciosa, entre os quilômetros 10 e 11, no município de Morretes, no Litoral do Estado. A apuração inicial aponta que a morte aconteceu no mesmo dia do sequestro.
As investigações tiveram início com a localização do corpo. “As investigações foram complexas, pois em um primeiro momento tínhamos apenas um corpo em meio à mata. Por meio de diversas diligências, rastreamos a origem da vítima e chegamos à identidade dos autores do crime”, comentou o delegado André Rosa Silva, responsável pela investigação. A análise de imagens de câmeras de segurança foi fundamental para identificar o veículo usado pelos criminosos e o trajeto percorrido por ele.
A PCPR apurou que, no fim da tarde do dia 19 de junho, ao menos dois suspeitos estiveram na residência do homem e chamaram por seu pai e seu irmão. No entanto, quem os atendeu foi a vítima, que acabou sendo levada pelos autores. Depoimentos indicam que o alvo inicial dos criminosos não seria ele.
A Polícia Civil do Paraná segue com a investigação a fim de verificar a possível participação de outras pessoas e esclarecer a motivação completa do crime.







