Receita Estadual intensifica fiscalização mercado de combustíveis no Paraná

fiscalização no mercado de combustíveis
A Receita Estadual do Paraná uniu-se a uma força-tarefa nacional contra a sonegação fiscal no mercado de combustíveis. A operação, coordenada pelo GNDOET, vistoriou 20 postos em Curitiba, Londrina e Maringá, focando em fraudes fiscais, metrológicas e qualidade dos produtos

A Receita Estadual do Paraná participou, durante a última semana, de uma ampla fiscalização mercado de combustíveis que abrangeu 18 estados e o Distrito Federal. Coordenada pelo Grupo Nacional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (GNDOET), a força-tarefa teve como objetivo combater práticas ilícitas graves – como sonegação fiscal, adulteração e fraudes metrológicas – que afetam diretamente a arrecadação tributária, a livre concorrência e a segurança do consumidor.

A Ação Nacional de Combate à Sonegação Fiscal e a Outros Ilícitos Econômicos visa coibir práticas criminosas estruturadas que geram grandes prejuízos aos cofres públicos e ao consumidor final. A iniciativa incluiu operações de fiscalização e de cumprimento de ordens judiciais, como mandados de busca e apreensão.

 

Força-Tarefa Multisetorial no Paraná

No Paraná, a operação mobilizou a Receita Estadual em conjunto com parceiros estratégicos para garantir a eficácia da vistoria. As equipes foram compostas por:

  • Ministério Público do Paraná

  • Instituto de Pesos e Medidas (Ipem)

  • Agência Nacional do Petróleo (ANP)

  • Polícia Militar do Paraná

As equipes vistoriaram 20 postos de combustíveis em Curitiba e Região Metropolitana, Londrina e Maringá, verificando irregularidades em três frentes principais: fiscal, metrológica e de qualidade dos produtos. Os balanços com o número de irregularidades encontradas estão em apuração.

 

Combate à Sonegação: Prioridade do Estado

O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou a relevância econômica e fiscal do setor no Paraná. “O setor de combustíveis é um dos mais relevantes para a economia paranaense, representando cerca de 23% da arrecadação do ICMS. Por outro lado, também concentra aproximadamente 25% da dívida ativa tributária do Estado”, pontuou Ortigara, justificando a necessidade de uma atuação integrada e rigorosa.

A diretora da Receita Estadual, Suzane Gambetta, reforçou o compromisso: “A integração entre os órgãos estaduais torna a fiscalização mercado de combustíveis mais efetiva, coibindo práticas ilícitas e garantindo um mercado mais justo para quem atua corretamente.”

 

Três Tipos de Fraude sob Ataque

Durante a fiscalização mercado de combustíveis, a força-tarefa focou em três tipos principais de ilícitos que lesam o Estado e o cidadão:

  1. Sonegação Fiscal: Prejuízo à arrecadação do ICMS, criando concorrência desleal.

  2. Adulteração de Combustíveis: Comercialização de produtos fora dos padrões oficiais da ANP, comprometendo a qualidade, segurança e patrimônio do consumidor (ex: fraude na octanagem da gasolina ou no teor de álcool anidro).

  3. Fraudes Metrológicas: Manipulação da bomba para entregar uma quantidade de combustível inferior à registrada, lesando diretamente o consumidor.

Após a compilação dos dados da operação, os Ministérios Públicos atuarão para a devida responsabilização criminal e judicial dos autores dos atos ilícitos. Além das operações repressivas, a ação nacional também promoveu campanhas de conscientização sobre os impactos da sonegação e como encaminhar denúncias sobre irregularidades no setor.

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