Malária no Brasil: Redução histórica com Tafenoquina do SUS

© Alex Pazuello/Secom
Confira como a introdução da tafenoquina no SUS e novas estratégias de saúde pública reduziram os casos e mortes por malária ao menor patamar desde 1978

O Brasil registrou uma queda histórica nos índices de malária em 2025, alcançando o menor número de casos da doença desde 1978. Impulsionada pela incorporação da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS) e pela ampliação dos diagnósticos, a redução drástica de óbitos e contaminações marca um avanço sem precedentes na saúde pública nacional.

f) Corpo do Texto Otimizado

O cenário epidemiológico da malária no Brasil passou por uma transformação expressiva. Em 2025, o país contabilizou uma redução notável de 30% nas mortes pela doença, caindo de 56 óbitos em 2024 para 39. Além disso, os casos da forma mais grave da enfermidade diminuíram 30,7%, refletindo a eficácia direta das novas políticas implementadas pelo Ministério da Saúde.

Queda recorde de casos em 47 anos

Com 118.037 registros de malária contraídos no território nacional em 2025, o país registrou um recuo de 15% em relação ao ano anterior. Este volume representa o menor patamar de incidência da doença em 47 anos, estabelecendo um marco histórico no controle da patologia. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o avanço é resultado de uma atuação coordenada que priorizou regiões historicamente vulneráveis, como a Amazônia legal e assentamentos rurais.

Tafenoquina: o inovador tratamento em dose única

Um dos principais motores dessa conquista é a introdução da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil tornou-se pioneiro ao disponibilizar na rede pública este medicamento de dose única, indicado inicialmente para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso superior a 35 quilos, contando também com formulações pediátricas recentes.

Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas já foram beneficiadas pelo fármaco. Diferente dos tratamentos tradicionais, a tafenoquina possui ação prolongada que atua diretamente na prevenção de novas manifestações da doença, reduzindo drasticamente as recaídas que historicamente dificultavam a erradicação dos focos virais nas comunidades afetadas.

Impacto nos territórios indígenas e povos tradicionais

A eficácia do tratamento com tafenoquina e das ações de vigilância gerou impactos profundos em populações vulneráveis. No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, a primeira área a receber o medicamento, os resultados foram expressivos: entre março e junho de 2026, as recaídas da doença caíram 61,9% na comparação anual, enquanto os casos totais despencaram 55% entre janeiro e julho.

Alerta e reforço na vacinação contra o sarampo

Durante o anúncio dos dados epidemiológicos, o Ministério da Saúde destacou também a intensificação das estratégias de imunização contra o sarampo. Após a identificação de casos importados com cepas provenientes da América do Norte em capitais como São Paulo, a pasta reforçou a vacinação em larga escala. O país mantém o certificado de zona livre da doença, mesmo diante dos desafios trazidos por surtos internacionais recentes no continente americano.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Tags

publicidade

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

publicidade
publicidade

Opinião

plugins premium WordPress