A Prefeitura de Curitiba vai destinar R$ 58,2 milhões em recursos extraordinários para fortalecer a rede hospitalar do Sistema Único de Saúde da capital entre julho e dezembro de 2026. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Pimentel no dia 30 de junho, terça-feira, em solenidade na Prefeitura.
Os valores serão repassados a 14 hospitais públicos e filantrópicos que integram o SUS Curitibano e respondem por 96% dos internamentos na cidade. Juntas, essas instituições disponibilizam 2.657 leitos. Em 2025, elas foram responsáveis por 181.045 dos 188.128 internamentos registrados pelo sistema público municipal.
INVESTIMENTO E METAS
O aporte utiliza recursos do Tesouro Municipal, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde. O repasse mensal saltará de R$ 6,3 milhões para R$ 9,7 milhões, um acréscimo de R$ 3,4 milhões por mês. O auxílio financeiro será concedido mediante o cumprimento de metas estabelecidas entre a Secretaria Municipal da Saúde e cada entidade.
“Hoje é um dia importante, um evento para destacarmos o esforço, pelo lado do poder público, em apoiar cada vez mais aos hospitais que estão ao nosso lado todos os dias, mantêm a porta aberta e fazem um tratamento excelente na saúde municipal”, afirmou o prefeito Eduardo Pimentel.
ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA
A rede contratualizada atende pacientes em linhas de cuidado como tratamento de acidente vascular cerebral, trauma, infarto, oncologia e cirurgias eletivas. “Desde o começo da gestão, nós estamos trabalhando aqui para um SUS cada vez melhor. Nós somos hoje uma referência nacional, porque há muitas pessoas envolvidas no processo”, afirma a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.
“Esse anúncio de repasse para Curitiba – e para os 399 municípios – vem acontecendo durante toda a gestão. Uma gestão municipalista. Isso não é obra do acaso, é austeridade e respeito com dinheiro público e respeito à capital do estado”, afirmou o secretário de estado da Saúde, César Neves.
SUSTENTABILIDADE HOSPITALAR
O reforço financeiro busca ampliar a capacidade de resposta frente à demanda crescente por serviços assistenciais. “O custo da saúde aumenta exponencialmente e as nossas receitas não aumentam nesta proporção. Toda ajuda, subsídio, toda forma de compensar essa diferença é importante para os hospitais. Esse recurso é muito bem-vindo”, disse o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Paraná, Charles London.











