O Governo do Estado do Paraná homologou, nesta quinta-feira (7), a renovação do estado de calamidade pública para o município de Rio Bonito do Iguaçu. Seis meses após um tornado de escala F3 atingir a região, a medida é fundamental para garantir a continuidade do suporte financeiro e a agilidade nas contratações emergenciais. Com o aval da Defesa Civil Estadual e Nacional, o novo decreto permite que a cidade, que teve 90% de sua área urbana afetada, siga recebendo investimentos para reconstruir moradias, comércios e infraestrutura pública essencial.
A decisão de prorrogar o estado de calamidade em Rio Bonito do Iguaçu baseia-se na persistência dos danos causados pelo tornado ocorrido em novembro de 2025. O novo documento substitui o decreto anterior e possui validade de mais 180 dias. Esta renovação é estratégica, pois permite que a prefeitura acesse recursos das esferas estadual e federal de forma desburocratizada, além de assegurar a execução de despesas mesmo durante o período eleitoral de 2026.
Continuidade das obras e segurança jurídica
De acordo com o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil, a manutenção do status de calamidade é uma ferramenta jurídica vital. Embora a legislação eleitoral imponha restrições severas à transferência voluntária de recursos, situações emergenciais devidamente documentadas permitem que o auxílio estatal não seja interrompido. Isso garante que obras em escolas, postos de saúde e moradias populares não parem.
Os impactos do desastre ainda são visíveis. O parecer técnico aponta que edificações públicas e centenas de residências permanecem com danos estruturais. Além disso, os setores de agricultura e pecuária, pilares da economia local, enfrentam dificuldades de recuperação, somadas à degradação ambiental e problemas de acesso em comunidades rurais isoladas.
Histórico do desastre e investimentos realizados
No dia 7 de novembro de 2025, Rio Bonito do Iguaçu viveu um dos piores desastres naturais do Sul do país. Um tornado com ventos superiores a 250 km/h (Escala Fujita F3) vitimou cinco pessoas e destruiu quase a totalidade das edificações urbanas. Desde então, o Governo do Estado já mobilizou mais de R$ 60 milhões em investimentos diretos.
Entre os principais aportes financeiros via Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), destacam-se:
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R$ 11,5 milhões: Destinados à compra de materiais de construção e novos ônibus escolares.
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R$ 18,6 milhões: Linhas de crédito via Fomento Paraná para empresas atingidas.
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R$ 50 milhões: Aporte extra ao Fecap para sustentar programas de reconstrução habitacional.
Apoio direto às famílias e ao comércio local
O apoio social tem sido o foco principal das ações estaduais. O programa Reconstrução já beneficiou mais de 830 famílias com valores entre R$ 20 mil e R$ 50 mil para a reforma de casas destruídas. Complementarmente, o programa Superação garantiu auxílio mensal de R$ 1 mil para quase duas mil famílias, totalizando um investimento de R$ 10,9 milhões até maio de 2026.
Para o setor produtivo, cerca de 300 empreendimentos entre comércio, indústria e prestadores de serviços receberão uma subvenção de R$ 10 milhões. Essa medida visa evitar o colapso econômico da cidade, preservando empregos e a circulação de renda.
Reconstrução da infraestrutura pública e habitação
A força-tarefa do Estado também atua na recuperação do Pronto Atendimento Municipal (PAM), unidades básicas de saúde e escolas. No setor habitacional, a Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) está à frente da construção de moradias pré-fabricadas. Um novo convênio de R$ 10,4 milhões foi assinado para a entrega de mais 80 casas, garantindo que as famílias que perderam tudo tenham um novo lar seguro e digno.
Fonte: https://www.parana.pr.gov.br













