O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, anunciou na quinta-feira (15) a ampliação da estratégia de combate à dengue na capital para o ano de 2026. Com a meta de realizar dois mutirões semanais, a prefeitura projeta ultrapassar a marca de 100 ações de limpeza ao longo do ano. O lançamento da campanha ocorreu no bairro Sítio Cercado, onde equipes da Saúde e do Meio Ambiente iniciaram o recolhimento de entulhos e a conscientização de moradores para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
A nova fase do combate à dengue em Curitiba busca repetir o sucesso de 2025, quando a cidade registrou uma queda de 90% nos casos em comparação ao ano anterior. Para 2026, o esforço será permanente, com o reforço de equipes de limpeza em todas as administrações regionais da cidade.
Integração de serviços e fiscalização rigorosa
A operação envolve uma força-tarefa composta por agentes de endemias, Defesa Civil, Guarda Municipal e equipes do Meio Ambiente. Além da orientação porta a porta, a prefeitura intensificou a fiscalização de imóveis abandonados e terrenos baldios.
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Responsabilidade do proprietário: Donos de terrenos vazios devem manter a limpeza em dia. Caso o serviço seja feito pela prefeitura devido ao abandono, o proprietário receberá a cobrança pelo trabalho;
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Canal de denúncias: Moradores podem denunciar focos de dengue e terrenos sujos através da Central 156;
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Identificação: A orientação é que a população receba os agentes da prefeitura, que estarão sempre devidamente identificados.
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Repelente com preço social no Armazém da Família
Como medida complementar de proteção individual, o prefeito Eduardo Pimentel anunciou que o repelente está disponível no Armazém da Família por R$ 6,99. O valor é significativamente inferior ao preço de mercado, visando garantir que as famílias cadastradas no programa possam se proteger contra as picadas do mosquito.
O perigo dos ovos do mosquito no quintal
A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, alertou para a resistência do mosquito. Segundo a secretária, os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver por até 450 dias em locais secos, eclodindo assim que entram em contato com água e calor. Por isso, a limpeza dos quintais deve ser rigorosa, mesmo em períodos sem chuva, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água futuramente.
Exemplos da comunidade no Sítio Cercado
Durante o mutirão inicial, as equipes visitaram residências que servem de modelo, como a da moradora Liana Silva Vieira, que mantém os cuidados constantes inclusive com a limpeza de piscinas tratadas. O engajamento da população é visto pela prefeitura como o fator decisivo para manter os índices de contaminação sob controle na capital paranaense.







