A carne de onça, patrimônio cultural imaterial e prato tradicional da boemia curitibana, é tema de um festival gastronômico que chega à sua décima edição neste ano.
A plataforma Curitiba Honesta promove o evento para incentivar o consumo da receita em 24 estabelecimentos participantes. O prato tem preço fixo de R$ 29 até 4 de outubro.
RECONHECIMENTO E IDENTIDADE
O festival fortaleceu a visibilidade da iguaria, declarada Patrimônio Cultural Imaterial do município em 2016. O reconhecimento se ampliou em 2025, quando o prato se tornou Patrimônio Cultural do Paraná. O sabor tradicional também conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), consolidando sua presença como símbolo local.
A receita tradicional combina uma fatia de broa de centeio coberta por carne bovina magra moída na hora. O preparo recebe tempero de cebola branca, cebolinha, sal, pimenta-do-reino e azeite de oliva, figurando nos cardápios da cidade desde as décadas de 1930 e 1940.
ORIGEM NO FUTEBOL
A história do petisco se conecta diretamente ao futebol paranaense. O diretor da Curitiba Honesta e presidente da Associação dos Amigos da Onça, Sérgio Medeiros, relata que o prato surgiu no bar Toca do Tatu, administrado por Cristiano Schmidt, então dirigente do antigo time Britânia.
Os atletas consumiam a carne crua sobre a broa temperada após as vitórias no campeonato. Durante um dos encontros, o goleiro Duia fez a famosa provocação: “Você só serve essa carne aí, que nem onça come”. A piada batizou a receita, que conquistou a preferência dos clientes e se espalhou por toda a capital.











