Frio intenso eleva riscos e exige proteção para cães

Queda nas temperaturas exige atenção redobrada para prevenir doenças respiratórias, articulares e parasitárias em cães
Queda nas temperaturas exige atenção redobrada para prevenir doenças respiratórias, articulares e parasitárias em cães
Baixas temperaturas comprometem imunidade dos animais e aumentam incidência de patologias respiratórias, articulares e parasitárias

A intensificação das frentes frias neste inverno acende um alerta importante para os responsáveis de cães: as baixas temperaturas podem ser tão desafiadoras para os pets quanto são para os humanos. De acordo com Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim, o clima frio favorece o surgimento ou o agravamento de algumas doenças nos cães, tornando a prevenção a melhor estratégia de cuidado nesta época do ano.

Assim como nós, os cães também sentem os impactos das mudanças climáticas drásticas. O frio intenso pode comprometer a imunidade do animal, facilitando o aparecimento de quadros respiratórios, enquanto as baixas temperaturas também afetam o sistema osteoarticular.

MITOS E PARASITAS

“Além dos problemas respiratórios e articulares, notamos que, no inverno, há uma falsa sensação de segurança em relação aos parasitas, pois muitos responsáveis ainda acreditam que pulgas e carrapatos só se proliferam no verão. Esse é um mito perigoso. Os parasitas não hibernam, e manter a proteção preventiva do pet durante todos os meses do ano é fundamental”, explica a médica-veterinária.

Para ajudar os responsáveis a redobrarem a atenção, a especialista elencou as cinco doenças e condições mais comuns em cães durante a temporada de frio. A tosse dos canis, ou traqueobronquite infecciosa, é altamente contagiosa e provoca uma tosse seca e persistente. A aglomeração de animais em ambientes fechados para fugir do frio cria o cenário ideal para a sua transmissão.

DOENÇAS ARTICULARES

Animais idosos ou com predisposição a doenças articulares, como a osteoartrite, podem apresentar maior dor e rigidez articular durante períodos de baixas temperaturas, devido a fatores como aumento da rigidez muscular, alterações no líquido sinovial e redução da atividade física.

As dermatites também exigem cuidado. O uso de água muito quente nos banhos e a secagem inadequada do pelo, comum nos dias em que o sol não aparece, podem remover a proteção natural da pele, causando ressecamento, coceiras e irritações severas.

RISCOS AMBIENTAIS

As verminoses mantêm riscos constantes. Mesmo no frio, ovos e larvas de vermes conseguem sobreviver no meio ambiente, mantendo o risco de infecção contínuo para os cães que passeiam ao ar livre.

As infestações por pulgas e carrapatos continuam ativas no inverno. Eles podem ser trazidos para o ambiente interno, mais quente e aconchegante, por meio de roupas e sapatos, infestando a casa e colocando a saúde do animal e da família em risco.

VACINAÇÃO ESSENCIAL

Diante do aumento de casos de doenças respiratórias nesta época, Mariana Silva reforça a importância da imunização e da prevenção contínua. “A gripe canina pode se espalhar rapidamente, especialmente em creches, hotéis e condomínios com alta concentração de animais. Neste inverno, nossa principal recomendação é que o responsável converse com o seu veterinário de confiança. Além de manter o cuidado antiparasitário em dia, fundamental para conter infestações por pulgas e carrapatos, a vacinação contra a doença é, sem dúvida, uma grande aliada para frear a evolução a quadros mais graves, como a pneumonia, por exemplo”, finaliza Mariana Silva.

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