Saúde em Curitiba: novos protocolos de internação e obras

Prestação de contas
A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, detalhou à CMC o balanço das internações involuntárias em Curitiba, os novos desafios do Programa Mãe Curitibana e as obras em maternidades da capital

Em audiência pública na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, apresentou os primeiros resultados dos novos protocolos para o internamento de pessoas com transtornos mentais e dependência química. Desde o início do ano, a rede SUS Curitiba registrou 60 procedimentos, sendo 25 deles na modalidade de internação involuntária. O debate com os vereadores também destacou a expansão das unidades CAPS III, o atendimento a gestantes migrantes e a revitalização de hospitais estratégicos na capital.

A prestação de contas da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) trouxe à tona temas sensíveis e prioritários para a gestão pública. O foco principal foi a implementação de metodologias intersetoriais para garantir a “linha de cuidado” aos cidadãos em situação de vulnerabilidade extrema.

Internação involuntária e saúde mental em Curitiba

O novo protocolo de internação involuntária foi defendido pela secretária como uma medida de proteção à vida. Segundo Filipak, a dependência química deve ser tratada como uma doença grave e não como uma escolha. “A pessoa que está no risco iminente de morte precisa que o poder público olhe para ela e tome uma atitude”, pontuou a gestora.

A medida recebeu apoio de parlamentares como Indiara Barbosa (Novo) e Renan Ceschin (Pode), que reforçaram a necessidade dessas ações para a reinserção social da população em situação de rua. Para suportar essa demanda, a prefeitura planeja a implantação de novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS III) com funcionamento 24 horas. O maior obstáculo para a expansão, segundo a SMS, é a dificuldade em encontrar imóveis adequados para locação que atendam às exigências técnicas.

Programa Mãe Curitibana e o desafio da migração

Um dos pontos altos da audiência foi a discussão sobre a mortalidade materna e neonatal. Tatiane Filipak revelou que o novo desafio do Programa Mãe Curitibana é a integração de mães migrantes.

  • Mudança cultural: A gestão trabalha para informar mães de outras nacionalidades sobre a importância do acompanhamento pré-natal e do parto hospitalar.

  • Teleatendimento em espanhol: Para facilitar a comunicação, a secretaria avalia implementar um canal de atendimento específico no idioma espanhol, aproveitando servidores fluentes na rede.

A secretária também confirmou que o Hospital e Maternidade Victor Ferreira do Amaral passa por uma revitalização total para se tornar um centro de referência em saúde da mulher, incluindo a adoção de técnicas menos invasivas para cirurgias de endometriose.

Obras e infraestrutura na rede SUS

Questionada sobre a rede hospitalar, a gestora trouxe atualizações sobre o Hospital do Bairro Novo. A unidade, que teve seu perfil alterado durante a pandemia, voltará a ter um foco especial no parto humanizado. De acordo com Filipak, o edital de licitação para as obras de reabertura do equipamento deve ser lançado nos próximos dias.

Além das maternidades, a infraestrutura da rede de atenção primária continua sendo monitorada para garantir que o aumento da demanda não comprometa os indicadores de qualidade que tornaram o sistema de saúde de Curitiba uma referência nacional.

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