O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu o presidente do Paraguai, Santiago Peña, para uma reunião que teve como objetivo discutir o aprofundamento das relações comerciais e as oportunidades de investimentos. O governador destacou a forte relação entre o Paraná e o Paraguai, impulsionada pela proximidade geográfica e cultural. Ele ressaltou o crescimento do comércio bilateral, que alcançou mais de US$ 1,4 bilhão no ano passado e cerca de US$ 1 bilhão apenas no primeiro semestre deste ano. A parceria, segundo Ratinho Junior, fortalece o setor produtivo de ambos os países, gerando emprego e desenvolvimento.
O presidente Santiago Peña lembrou que o Brasil é o maior parceiro comercial do seu país, com uma relação que transcende a economia. Ele mencionou a presença de quase meio milhão de brasileiros vivendo no Paraguai, muitos deles oriundos do Paraná e de Santa Catarina, o que reforça a integração cultural. Peña destacou que o Paraguai tem melhorado seu ambiente de negócios e quer fortalecer a complementaridade com o Paraná, que tem experiência consolidada em cooperativismo e uma economia que já é a quarta maior do Brasil, com PIB previsto para R$ 800 bilhões até 2026.
As autoridades identificaram diversos setores-chave para cooperação. A agricultura e a agroindústria foram citadas como áreas estratégicas, devido à região geográfica compartilhada. O setor de energia também é promissor, já que o Paraguai possui um grande excedente de energia elétrica mais barata, o que pode atrair empresas paranaenses. A conversa também abordou o avanço em inovação, educação pública e, principalmente, logística, com a utilização do Porto de Paranaguá e a nova Ponte da Integração Brasil-Paraguai, que ligará Presidente Franco a Foz do Iguaçu. A nova ponte, segundo Ratinho Junior, criará um novo corredor logístico para caminhões, desafogando a Ponte da Amizade.
Ao final do encontro, Ratinho Junior defendeu que a região Sul e Centro-Oeste do Brasil, junto com o Paraguai, Argentina e Uruguai, se tornem a “OPEP do alimento” global, dada a capacidade de produção de excedentes. Santiago Peña reforçou o potencial de seu país, que, apesar de ter apenas 6,5 milhões de habitantes, produz alimentos para 100 milhões de pessoas e convocou empresários paranaenses a descobrirem o Paraguai, ressaltando seu ambiente favorável ao capital privado.







